Presidência anticorrupção só sem ‘jotas’ partidários!

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Finalmente apareceu uma candidata presidencial seriamente contra a corrupção, que esteve sempre do lado certo neste aspecto: por Rui Pinto e contra Isabel dos Santos; pelos Portugueses e contra Salgado; pela integridade e honestidade de Seguro contra a intrujice, vigarice e negócios ruinosos de Costa. 

Ana Gomes tem de continuar a ser firme e credível contra a corrupção, rejeitando a participação activa na sua campanha de jotas desavergonhados, muito ligados a Costa e Sócrates, que sempre apoiaram a corrupção endémica e só se querem branquear, simulando arrufos com Costa, agora que o vêem a cair, como fizeram com Sócrates, desligando-se dele mas nunca das práticas que aprenderam com ele.   

Que vão alguns jotas partidários de meia idade pró-corrupção fazer para sobreviver na política e manterem as suas práticas de corrupção e podridão política que já dura há décadas no parlamento e governo? Vão tentar branquear-se e, oportunista e parasiticamente, colar-se a uma candidata presidencial que, ao contrário deles, sempre esteve corajosamente contra a corrupção que faliu a nossa nação durante décadas. 

Como, muito bem e corajosamente, Ana Gomes denunciou, só no Novo Banco desapareceram, num milagroso mistério e sigilo sagrado bem protegido pelo omnipresente Centeno, milhares de milhões de euros dos nossos impostos. Para onde foram? Para gente que nos deve todo este dinheiro, mas que é protegida a todo o custo pelos políticos e nomeados pró-corrupção, que quer Ana Gomes quer Seguro combateram na actual direção do PS no governo, parlamento, no banco de Portugal, espalhados também por todas as autoridades de regulação. Há, por exemplo, um cliente 58 que sozinho nos deve quase mil milhões, mas há outro, o 130, que deve ainda mais, quase 3 mil milhões de euros. Estes são só dois dos grandes devedores, mas há mais de uma centena, todos sempre protegidos no sigilo pelo governo e parlamento, e especialmente sem que nada do que lhes démos seja confiscado ou recuperado, por inacção governativa e parlamentar complacente.   

Durante décadas a fio os agora ministros, secretários de Estado e deputados já de meia-idade, mas vindos das jotas partidárias, compactuaram com toda esta corrupção e podridão por silêncio, omissão, elogio acéfalo de quem praticava a corrupção, sem porem qualquer questão no parlamento ou ministérios.

Sobre Espírito Santo Salgado ou Isabel dos Santos nunca se ouviu deles uma palavra, preferiam usar abstractos banqueiros alemães como bodes expiatórios em vez de denunciar os lavatórios de dinheiro nacional. Sabiam dos escritórios de advogados e dos lobbies imiscuídos no parlamento destinados a desviarem o dinheiro dos nossos impostos para meia dúzia de interesse na energia cada vez mais cara, ou na proteção civil cada vez mais ineficiente. Sabiam dos contratos por ajuste directo às centenas com familiares de governantes que empobreciam toda a população portuguesa para benefício de meia dúzia de famílias. No entanto, em vez de os terminarem ou questionarem toda esta putrefação, aqueles que vieram das jotas partidárias fizeram e fazem igual ao que aprenderam com os políticos corruptos mais velhos. 

Tais jotas são especialistas em, quando o barco da corrupção que ajudaram com tanto empenho a navegar, está de novo prestes a estourar, serem os primeiros a fingir que nunca estiveram no barco e a arranjar pretextos para saltar e se branquearem de toda a corrupção em que estiveram envolvidos, por omissão ou participação, durante décadas. Já o fizeram quando chegou o fim de ciclo de Sócrates, que tanto sublimaram, e vão tentar fazê-lo de novo no fim de ciclo de Costa, que tanto elogiaram e ajudaram. 

Agora é por mais evidente que a austeridade e a pobreza portuguesa não acabaram com a eleição de Costa, pelo contrário, foram escondidas por anúncios bem pagos na comunicação social, mas tudo continuou a piorar com a corrupção e incompetência a fazer o poder de compra diminuir, mas a dívida e os impostos a  aumentarem para o maior nível de sempre na bonança mundial, quanto mais na pandemia.  

Os jotas sem qualificações, desesperados por sobreviverem no único emprego fácil que conhecem, a política, não podem ter albergue argentino para sobreviverem num novo Portugal que só será realmente anticorrupção se os tiver longe de qualquer influência na presidência da república. ■