Tudo ficou pior para o PS!

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Assente a poeira das recentes eleições legislativas, concluímos que o país está exactamente na mesma, pobre e totalmente nas mãos do socialismo que o empobrece cada vez mais. No entanto, o partido desse socialismo está pior do que estava. Isso, a médio prazo, será mau para o PS e bom para Portugal. 

O PS tem agora muito mais oposição a sério e com vigor do que a que teve nos últimos seis anos. Esta deveria ter vindo do PSD, mas afogou-se sempre com Rio. No entanto, estamos esperançados que a partir desta legislatura os oito incisivos deputados da IL e os 12 ferozes deputados do Chega não darão descanso ao PS. Com forma e conteúdo muito diferentes, claro, mas ambos potencialmente assertivos e eficazes. Os liberais mais refinada e ideologicamente e a gente de Ventura mais à bruta e sem papas na língua, serão, no total, 20 homens e mulheres que até aqui nunca dependeram da política, a expor as falácias, mentiras, o cada vez maior empobrecimento em relação a toda a Europa, inflação, preços de energia, demais corrupção, negócios bizarros, nepotismo e incompetência dos “boys” e “girls” dependentes da política do PS. 

Se tudo correr bem para Portugal e mal para o PS, a IL e o Chega podem funcionar como aqueles duetos eficazes de polícia educado e polícia violento dos filmes que, apesar de se detestarem e às vezes se guerrearem muito entre os dois, na prática conseguem, juntos, desmascarar e pôr na prisão o ladrão que ambos perseguem, neste caso o PS. Se a realidade imitar os filmes, até poderemos ver alguns relampejos de algo também típico do estereotipo polícia bom/polícia mau: “bromance” (amizade genuína entre heterossexuais que não nutrem qualquer atracção um pelo outro) no Parlamento. Isto com deputados da IL e do Chega a beberem uns copos juntos, celebrando uma qualquer monumental vitória parlamentar contra Costa e Pedro Nuno vista pela população toda. Isto embora, claro, a IL brinde com, no mínimo, um belo vinho do Douro, por exemplo “Pintas”, da companhia Wine & Soul, com 96 pontos no “Wine Spectator” (nota: o autor não faz publicidade, apenas gosta muito do “Pintas”, pagando-o do seu bolso de profissional liberal); enquanto o Chega, claro, brinda com cerveja “Sagres” (“Superbock” provavelmente não querem, pois tem nome estrangeiro). 

No fundo, em contraposição aos agora partidos dos táxis comunistas, à direita é como se existisse um mesmo avião anti-regime da podridão e pobreza socialista, com uma classe executiva e uma classe económica, onde clientes distintos podem viajar juntos quanto baste, mas não muito misturados, para chegarem ao mesmo destino do fim do socialismo empobrecedor. Quantos inimigos não se uniram em torno de um muito maior inimigo comum? Só assim conseguem a simbiose racional estratégica de vencerem um adversário maior que os dois juntos. 

Igualmente fora do Parlamento e entre os apoiantes muito distintos destes dois grupos ambos anti-Costa e, esperemos, pró-Portugal, esperemos que as respectivas claques não se importem de confraternizar um pouco e fazer tilintar o seu belo copo de vinho como uma cerveja de Sacavém, se for para celebrar uma derrota do Costa e de Pedro Nuno Santos, por exemplo, pondo fim aos negócios ruinosos dos amigos do PS na TAP. Afinal de contas, quer sejamos profissionais liberais, quer sejamos pensionistas do interior e sul esquecidos pelo PS, todos, dos mais educados aos mais humildes, odiamos os impostos que a máquina socialista nos extorque para proveito dos “boys” socialistas e detrimento de todo o Portugal, sempre na cauda da Europa com o PS. 

O PS durante seis anos teve uma oposição inexistente, encarnada na inexplicável simpatia do frouxo Rui Rio para com quem tanto destruía e empobrecia Portugal. Por muito boa e honesta pessoa que seja, na prática, Rio, por falta de energia e sede de melhorar Portugal, foi um cúmplice maior amigo de Costa, que entregou duas vitórias de bandeja à sobeja socialista. Como Cotrim de Figueiredo da IL bem sugeriu num programa televisivo, o PSD precisava desesperadamente de Viagra. Não tinha vigor, não tinha desejo por poder, não tinha encanto; o PSD de Rio era algo sem paixão nem ideias, extremamente útil e apreciado pelo PS. Era, no fundo, um marido da população portuguesa, acomodado ao ser sistematicamente traído por esta com o PS. O PSD, coitado, sem protestar nada, ficava em casa sozinho a afagar o gato. Esta moleza e amadorismo do PSD foi tão grande que nem sequer fizeram cálculos simples de fazer, que se se unissem ao CDS nalguns distritos do interior do país tirariam deputados ao PS através do método de D’Hondt, onde os poucos votos do CDS teriam feito toda a diferença. 

Durante seis anos o PS não poderia desejar, pois, melhor dádiva que o PSD de Rio, que não era adversário para nada e dispunha-se a tudo. O PS teve muitas dádivas nos seis últimos anos além de Rio, desde o presidente Marcelo – outro mordomo de direita do PS –, sempre prestável para com os socialistas, até à esquerda-radical. Os serviçais comunistas que, de rastos perante o PS, cancelaram todas as suas manifestações até desaparecerem quase do mapa, foram aliados calados da corrupção e nepotismo socialista. No PCP, ficaram tristes e sem palavras pelos socialistas, depois de seis anos ao serviço obediente do PS, os tratarem tão mal quando eles os trataram tão bem. Se calhar, coitados, esperavam que o mesmo Costa que esfaqueou Seguro depois de este fazer o caminho das pedras de levar o PS de novo a vitorias, após a derrota de Sócrates, fosse agradecido e reconhecesse qualquer ajuda. Igualmente, os bloquistas, a troco de uns lugares no Banco de Portugal e uns negócios imobiliários em Lisboa, ficaram de cócoras perante tudo o que PS fazia, tornando-se nos maiores amigos dos negócios do PS, pelos quais só choravam lágrimas de crocodilo. De 2015 a 2021, o PS teve muitas dádivas, mas quase nenhuma oposição, quer por fraqueza, quer por hipocrisia. Na realidade, teve apenas dois verdadeiros opositores a partir de 2019, mas sendo só dois eram poucos: o deputado único da IL e o até agora deputado único do Chega. A partir de 30 de Janeiro de 2022 ambos foram reforçados com grupos parlamentares, pelo que agora, sim, é que é a doer para o PS.

Como um pretendente fajuto que engana a namorada e esconde a sua verdadeira natureza antes de casar, o PS escondeu todos os seus podres à população portuguesa antes das eleições. Isto com a ajuda dos seus amigos na comunicação social. Por exemplo, no hotel Altis viu-se uma jornalista da RTP aos pulos pela vitória do PS juntamente com os camaradas dela e outro jornalista da RTP foi apanhado, de repente, pela câmara a celebrar em sorriso aberto e cúmplice com o camarada João Galamba. Assim, só agora é que na RTP nos começaram a dizer que 2022 debaixo do socialismo vai ser péssimo, com energia caríssima, inflação descontrolada e juros da dívida a aumentarem. Isto porque nenhuma reforma foi feita nem nenhuma dívida foi paga pelo incorrigível PS em tempos de bonança internacional. O PS é sempre uma cigarra que canta em vez de uma formiga que trabalha no Verão, levando-nos sempre à bancarrota, empobrecimento, emigração e baixa natalidade. 

Terminada a época de caça ao voto pelo PS com mentiras, abriu, finalmente, ao fim de seis anos, a época de caça ao PS, para com verdades se eliminar a médio termo o socialismo empobrecedor de Portugal de uma vez por todas, como agora caiu de velho o comunismo. Assim haja pragmatismo estratégico e racionalismo simbiótico entre caçadores distintos do PS, mas igualmente desejos de vitória. O fraco caçador anterior preferia afagar o gato em vez de perceber que tinha de caçar a hiena do socialismo. ■