Veneza e o herdeiro socrático de Aveiro

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A Uber, recentemente, ficou estupefacta perante a aversão socialista socrática-costista portuguesa à avaliação de resultados. Nos 71 países em que opera, a Uber afirma que Portugal é o único país onde foi feita uma lei a impedir os clientes de avaliarem os motoristas. Os reguladores e os governantes socialistas ameaçam multar a Uber se esta continuar a promover o mérito e bons resultados. A forma de vida dos socialistas portugueses actuais é o anti-mérito, muito próximo do comunismo. Não querem diferenciação nem desigualdades entre motoristas que se empenhem por chegar a horas, sejam simpáticos e tenham o carro limpo, e motoristas que tenham o carro sujo, sejam ordinários e cheguem atrasados. Os nossos governantes também nunca apresentam bom resultados, pois estamos sempre com a economia suja e pobre, no fundo da Europa. Por isso, é normal que sejam os nossos governantes os que no mundo têm maior pavor ao mérito. 

Um dos maiores ideólogos socialistas anti-mérito, muito esquerdista e quase comunista, vem de Aveiro. Lá, até já fez comícios contra o mérito. É um suposto jovem socialista, mas já de meia-idade. Pedro Nuno Santos, se o povo português continuar masoquista e a querer empobrecer enquanto vê o resto da Europa a enriquecer, será primeiro-ministro de Portugal. Este e os restantes socialistas socráticos sucessores de Costa metem água por todo o lado. São uma classe governante incompetente que faz emigrar os portugueses novos e qualificados, pois é eleita pelos portugueses mais idosos e menos instruídos, facilmente manipuláveis pela comunicação social. 

Hoje estamos em Veneza, onde não podemos apanhar um Uber por motivos óbvios. No entanto, podemos andar pela água em gôndolas e cacilheiros. Esta cidade, com o seu emaranhado de canais, lembra-nos a sua versão portuguesa menor, Aveiro. Como já referido, é de Aveiro que vem o já referido socialista coveiro do mérito em Portugal. Neste artigo contrastamos as razões principais do mérito e prosperidade de Veneza ao longo de 1500 anos de história com as medidas socialistas anti-mérito, exactamente opostas, que têm sido e continuarão a ser tomadas por coveiros da meritocracia, herdeiros de Sócrates e Costa. Isto para afundarem Portugal ainda mais debaixo da água suja do pântano de que Guterres nos avisou quando nos deixou nas mãos desta mesma gente. 

Antes de irmos às comparações com Veneza, deixemos claro que Pedro Nuno e restantes novos ministros “ragazzi” de Sócrates e Costa, da geração nascida em 1970, fazem negócios sem mérito e ruinosos, precisamente por serem contra o mérito e contra a riqueza da população. Ricos só eles e os amigos. Isto passa-se desde a Energia à Banca, passando pela aviação e protecção civil. Não nos podemos esquecer também da bitola ibérica da CP de que pouco se fala, mas onde, em pleno século XXI, se fazem negócios com coisas velhas e fora do padrão actual europeu, gastando-se milhões de euros dos contribuintes a comprar carris do século passado, que já nem a Espanha quer. Qualquer dia, nesta era digital, ainda vemos o estado socialista a comprar por milhões cassetes VHS, CDS ou DVDs velhos que já não valem nada no resto do mundo, mas cá dão bons negócios com dinheiro do contribuinte. Gastam irresponsavelmente dinheiro, sem estratégia nem nenhuma visão. Tudo ao contrário de Veneza.

Veneza tornou-se um portento mundial rico fazendo tudo ao contrário do socialismo português: valorizando o mérito e, por exemplo, a capacidade empresarial daqueles que realmente percebiam de mercantilismo e frotas navais (numa época em que não existiam frotas aéreas da TAP). Além disso os impostos eram baixos e havia independência financeira do poderio alemão. Este, nessa altura, estava encarnado no então autodesignado Sagrado Império Romano do Ocidente, que não era nem sagrado, nem romano, pois era liderado por príncipes alemães. Ao contrário do resto da Itália pobre, a rica Veneza nunca se pôs de joelhos a tremer e a pedir “bazucas” de esmolas aos alemães, preferiu sempre ser empreendedora e autónoma. Em vez de passivamente depender de ajuda financeira alemã, investia com sucesso e mérito pelo mundo inteiro, começando pelo Império Romano do Oriente, o Bizantino. Não perdia uma única oportunidade para fazer novas reformas, desenvolver-se, encontrar novos mercados e ser bem liderada por gente com mérito e a favor do mérito, escolhendo os seus líderes, ditos Doges, entre os seus mais bem-sucedidos mercadores navais. 

O autor destas linhas anda por todo o nordeste da Itália onde passará a sexta-feira e domingo de Páscoa em igrejas tão emblemáticas como a basílica de São Marcos, em Veneza, e a basílica de São Vital, em Ravena. Outros dois artigos adicionais, comparando a miséria socialista portuguesa com certos aspectos italianos, serão publicados quando estiver mais a sul, na região de Nápoles e na Sicília, ambas tão fustigadas no passado pela máfia. Ficaremos neste país com tanta história até ao final de Abril. Felizmente, por trabalharmos em países do norte da Europa que recompensam o mérito e a capacidade técnica, temos capacidade financeira para férias prolongadas pelo mundo. No entanto, mesmo aqui o nosso coração está sempre solidário com as vidas dos nossos compatriotas portugueses, arruinadas e empobrecidas pelo socialismo socrático contra a meritocracia, apregoado por Pedro Nuno Santos. Temos pena dos nossos 10 milhões de compatriotas residentes em Portugal, tão prejudicados pelo vício socialista de cerca de dois milhões deles. Mais de dois milhões que o próprio “Expresso” diz que são os mais idosos e menos instruídos dos portugueses que votam PS. Esta minoria maioritária pouco instruída, que prejudica toda a gente, não é capaz de se libertar há décadas do socialismo lhes faz tão mal a eles e aos restantes portugueses. A sua única salvação são esmolas da União Europeia, vindas da Alemanha, que olha com desdém e sempre pronta para mais aumentos de juros e medidas no futuro tipo “troika”, para os políticos socialistas portugueses sem mérito nem capacidade de gerar riqueza, sempre de mão estendida para viver do dinheiro dos outros. 

Só num ambiente pantanoso assim, de águas sujas e turvas, é possível que Pedro Nuno Sanos possa subir ainda mais alto que Sócrates. Faz parte de um grupo fiel a esse amigo dos excelentes apartamentos no centro de Lisboa e Paris, que começou há duas décadas esta repugnante era de um PS pró-corrupção. Outro, Augusto Santos Silva, chegou agora à terceira figura do Estado. Os socráticos têm muito poder devido aos amigos nos negócios ruinosos e, repetimos, metem água por todo o lado 

Os portugueses deviam vir a Veneza aprender história. Perceber que os doges, líderes de Veneza, tentaram sempre não depender de nenhuma única potência europeia. Repeliram o Sagrado Império Romano do Ocidente, basicamente uma imitação barata do antigo império romano liderada pelos alemães. Não precisavam deles para nada pois prosperavam através da actividade marítima, protegidos defensivamente pela sua lagoa. Igualmente não precisavam do Império Romano do Oriente, o império bizantino com sede em Constantinopla, na actual Turquia. Já Pedro Nuno Santos não tem plano para Portugal senão gastar, sermos pobres e dependermos eternamente dos alemães, com os portugueses sempre prostrados num pântano sujo, com os joelhos a tremer, não vá o dinheiro alemão desaparecer. ■