Quando voltaremos a ter imprensa a sério que questione o poder?

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Para melhorar Portugal através da crítica construtiva, é necessário apanharmos o ar fresco da liberdade de imprensa e do pensamento. Temos, pois, de sair da camioneta actual do “jornalismo” tradicional lisboeta, que tem por destino a censura e ditadura do pensamento uniforme. Nesse expresso rodoviário pago com dinheiro público, as cadeiras estão engorduradas pela manteiga governativa. Abunda nos ‘Media’ a lisonja e branqueamento dos maus negócios misturados com política que arruínam os contribuintes.   

Para apanharmos tal ar fresco temos então de ler o DIABO actual onde escrevo estas livres linhas juntamente com outros autores patriotas moderados à volta do centro ideológico, íntegros e financeiramente independentes do Estado. Por contraste, em demasiados outros órgãos de comunicação, particularmente nos subsidiados pelo Estado, supostamente mais reputados, não há uma única voz verdadeiramente crítica nas camisas castanhas uniformes pró-governo.  No, entanto há gente lá que tem a ousadia de ainda afirmar que o actual livre Jornal O DIABO à solta é que é fascista? Nem Orwell apresentaria melhor exemplo de distorção da realidade factual feita por aqueles que servem o poder.

Em vários outros órgãos é que infelizmente há cada vez mais escassez de verdadeiro jornalismo e democracia. Essa ausência de pensamento próprio e de factos destrói a economia fechada à lei da rolha e do delito de opinião. Uma antítese da liberdade de expressão que, além de aumentar a abstenção eleitoral, nos põe perto da última posição económico-financeira da Europa. Isto precisamente porque o facto de Portugal estar no fundo dos índices do Eurostat é algo nunca questionado, logo nunca melhorado.

A realidade, não a percepção imposta por poderosos governantes e seus serviçais, é que O DIABO actual é um dos jornais mais democráticos de Portugal. Por exemplo, Henrique Neto, esse venerável senador da nação e verdadeiro socialista democrático que questiona o poder aqui n’O DIABO, afirmou que nem no tempo do Marcelismo de Caetano via tanta censura nos jornais tradicionais como agora no novo Marcelismo de Rebelo de Sousa, aliado aos amigos Costa e Salgado. Em muitos órgãos de comunicação já não deixam escrever Neto, precisamente pela força do seu pensamento e por os factos que divulga incomodarem poderosos. Fora deste espaço de liberdade e pluralidade, onde ele e eu escrevemos estas linhas, censuram até esse ancião íntegro e patriota sem nada a perder por expor os podres do regime.

Nos jornais tradicionais impressos lisboetas, dão preferência e fazem reverência é a todo o ex-jovem de esquerda sardinha, sobretudo se for socrático e costista e nunca tiver vivido sem ser da política e do Estado, sem apresentar nenhum resultado de topo europeu. Tais jotas partidários têm lá rubricas aos pinotes superficiais no ar, desde que não questionem nada profundamente, sobretudo nem sequer mencionem a corrupção que sacrifica a classe média e afunda a nação. É enfadonha tal auto-propaganda dos jotas partidários que querem ser primeiros-ministros. Muitos jornais e TVs ajudam-nos a continuar a “herança” de Costa e Sócrates da censura da imprensa. Tais jotas escondem o verdadeiro estado das contas da nação e desonram a herança da liberdade conquista por Cardia, Soares, Arnaut, Tito ou Zenha.

Se vier das jotas partidárias, não há cão nem gato sem educação nem qualificação ética e técnica que não nos dê “conselhos”, importunando-nos na TV a toda a hora e em todos os programas. Parece até que tais jotas têm “muito” para “ensinar” à nação sobre o nada que estudaram ou trabalharam fora da política. O que eles transmitem na comunicação social e perpetuam são os muitos vícios que geram bancarrotas e maus resultados para os Portugueses há décadas, esbanjando sempre a ajuda da Europa e aumentando a nossa dívida e impostos, apesar de nos mentirem que os almoços são sempre grátis.  

Tamanha propaganda governativa ainda por cima acontece sem qualquer real contraditório nem ninguém verdadeiramente questionar nada nos ‘Media’ ‘mainstream’. Apenas, para disfarçar tanta lisonja governativa, polvilham em certos jornais uns pozinhos ligeiramente críticos mas inconsequentes, vindos de comentadoras aperaltadas, normalmente da esquerda caviar, dependentes ou empregadas de entidades do Estado, a fingirem-se críticas mas na rea-
lidade a delirarem, juntamente com os jotas partidários, que temos, por exemplo, finanças campeãs da Europa. Contrariam a realidade de todos os dados económico-financeiros do Eurostat. Garantem-nos todos que a economia até não está nada mal em Portugal. Preocupam-se muito com os defeitos dos presidentes ou governantes dos outros países, mas têm sempre medo de apontar defeitos cá dentro, mesmo que sejam ainda mais graves que lá fora.

Por contraste absoluto, quem questionar profundamente o regime para fazer reformas que nos propelem finalmente para os lugares cimeiros da Europa, fica em minoria apesar de representar o pensamento da maioria da população, é calado, ofendido e perseguido nos jornais tradicionais. Muitos desses jornais já não representam a população, mas apenas a governação, com alienação crescente das causas que verdadeiramente preocupam os portugueses. Reveladoramente, muitos destes jornais têm de pagar para encontrarem quem os queira ler, com anúncios atrás de anúncios pagos nas redes sociais, a importunar-nos com tais notícias pagas cada vez que abrimos o facebook. Isto significa que ninguém já quer comprar o que sabemos na maioria não serem notícias, mas propaganda ao governo.  

Haverá objectividade jornalística neste pântano de lápis azul em que se tornaram vários jornais ‘mainstream’ que já foram respeitáveis? Não é uma pena assistir à televisão doente privada, que já foi irreverente mas está cada vez mais doente e com tanta subserviência ao poder como a TV estatal? É sem verdadeiras alternativas jornalísticas nem diferentes perspectivas que vamos conseguir reduzir a enorme abstenção? Não estão os portugueses, na maioria mal pagos e hiper-taxados, fartos da boa nova ridícula jornalística de que está sempre tudo bem? Quando vamos voltar a ter muita imprensa a sério que questione o poder para forçar mudanças e reformas que nos levem a um padrão de vida mais alinhado com a Europa? Por quantos anos mais seremos mal governados por ministros jotas partidários nunca questionados nos resultados? Vamos continuar a pagar o preço em impostos e bancarrota deste intolerável ‘status quo’ nos ‘Media’? Não podemos.  

Mais ar fresco, precisa-se com urgência na imprensa e TVs. Está nas nossas mãos incentivar e comprar jornais livres como este DIABO à solta na pluralidade e diversidade de opiniões democráticas. ■