Poética da Nova Águia (III)

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No oitavo número (2º semestre de 2011), que celebrou “O Pensamento da Cultura de Língua Portuguesa” – nos 30 anos da morte de Álvaro Ribeiro, nos 50 anos da Teoria do Ser e da Verdade (de José Marinho), nos 100 anos do nascimento de Álvaro Cunqueiro e da morte de Joaquim Nabuco e no bicentenário do nascimento de Domingos Gonçalves de Magalhães –, destacamos os dois poemas dedicados a Álvaro Ribeiro – de Eduardo Aroso (p. 7) e de Azinhal Abelho (p. 9).

No nono número (1º semestre de 2012), que comemorou os 100 anos da Renascença Portuguesa, destacamos, desde logo, três poemas de expressa homenagem a Teixeira de Pascoaes – de Samuel Dimas, de José Carlos Raposo Nunes e um da nossa autoria (p. 7) –, bem como os poemas de Catarina Inverno (“Portugal”, p. 66), de Joaquim de Carvalho (“Portugalicia”, pp. 162-163) e de Jesus Carlos (“Guiné”, p. 229).

No décimo número (2º semestre de 2012), em que se homenageou Leonardo Coimbra, nos 100 anos d’O Criacionismo, a par de Dalila Pereira da Costa, Manuel Laranjeira e João de Deus, destacamos os poemas expressamente dedicados a Leonardo Coimbra, de Samuel Dimas (“Razão Mistérica”, p. 7), os três poemas dedicados a Dalila Pereira da Costa – de Fernando Henrique de Passos, Eduardo Aroso e um da nossa autoria (p. 65); bem como o poema do timorense Abé Barreto Soares, originalmente redigido em tétum e traduzido por António José Borges (p. 120).

No décimo primeiro número (1º semestre de 2013), em que o tema foi “O Mar e a Lusofonia”, partindo de uma célebre asserção de Vergílio Ferreira (“da minha língua vê-se o mar”), destacamos, para além dos muitos poemas que, de diversas formas, evocam a nossa condição marítima, os poemas de duas figuras maiores da cultura lusófona, ambas falecidas em 2010. Falamos de António Telmo (“Ao Senhor dos Mundos”, p. 234) e de António Manuel Couto Viana (“Estertor”, p. 234).

No décimo segundo número (2º semestre de 2013), de homenagem a António Quadros, “rosto mais visível da filosofia portuguesa”, nos 20 anos da sua morte, destacamos os três primeiros poemas publicados – o primeiro, de Joaquim Carvalho, expressamente dedicado a Eça de Queiroz, onde também transparece esse desencanto com o estado pátrio (“Para onde vamos servilmente?”, p. 6), e os dois poemas expressamente dedicados a António Quadros – de Eduardo Aroso (p. 7) e, o outro, da nossa autoria (p. 7): «De novo, precisamos/ De um quadrado/ De uma identidade// Como tu subtilmente dizias/ De uma “identidade em aberto”/ Para nos abrirmos a nós mesmos// Como um quadro em branco/ Como uma quadra sem rima/ Para, de novo, um rumo termos». ■

Agenda MIL – 2-5 de Novembro: XIII Colóquio Tobias Barreto, no Palácio da Independência (Lisboa) – nos 250 anos de Silvestre Pinheiro Ferreira (1769-1846) | Nos 100 anos de Vilém Flusser (1920-1991) e de Henrique C. de Lima Vaz (1921-2002) | No ano da morte de António Paim (1927-2021). Para mais informações: www.iflb.webnode.com