‘Drones’ dos fogos vieram fora de prazo e com avarias

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Os doze ‘drones’ comprados pela Força Aérea por 4,5 milhões de euros e destinados a vigiar a floresta na prevenção de incêndios acabaram por chegar no final da “época dos fogos” – e ainda por cima tiveram de ser devolvidos por virem com deficiências.

Segundo esta semana revelou o jornal ‘i’, três dos aparelhos foram entregues com problemas nos motores, mas foram reparados e puderam ainda entrar em acção na vigilância aérea durante o mês de Setembro. Mas os restantes traziam “falhas técnicas e operacionais”, o que obrigou à sua devolução ao fabricante UAVision Aeronautics.

De todo o modo, os ‘drones’ foram entregues fora do prazo convencionado, tornando impossível a sua utilização ao longo da “época de incêndios”, entre 1 de Julho a 30 de Setembro.

“No decorrer deste processo, à medida que as aeronaves foram entregues, verificaram-se não-conformidades ao nível da motorização convencional [‘drones’ de voo de asa fixa] e VTOL [‘drones’ de descolagem e aterragem vertical] que tinham impacto no cumprimento da ‘performance’ desejada”, disse fonte oficial da Força Aérea ao jornal. 

Também a Marinha Portuguesa adquiriu um dos modelos VTOL que está a dar problemas. No total, a Armada já gastou 858 mil euros no equipamento, mas à semelhança da Força Aérea este também demonstra problemas a levantar voo e a aterrar, funções fundamentais para as suas tarefas.

Os ‘drones’ que têm vindo a ser adquiridos pelas Forças Armadas destinavam-se a ser integrados em operações coordenadas do Exército, da Força Aérea e da Marinha na prevenção e combate a incêndios, com uma nova estratégia de patrulhamentos em terra (por atribuição de zonas de risco), no ar (com ‘drones’) e em zonas fluviais. ■