Eva Cabral

Greves e protestos variados vão marcar o último trimestre deste ano, numa altura em que se está a ultimar a negociação do Orçamento do Estado para 2018.

Depois dos maus resultados do PCP (ver páginas 2 e 3), a geringonça deslaçou e os sindicatos afectos à CGTP deixaram a modorra em que viveram estes dois últimos anos. Acordaram prontos para “a luta”.

Assim, a poderosa Frente Comum marcou já a greve da Função Pública para 27 de Outubro. À saída de uma reunião no Ministério das Finanças, a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Ana Avoila, anunciou a greve nacional explicando que em causa está a falta de respostas às reivindicações da Frente Comum, como o aumento dos salários, o descongelamento ”imediato” das progressões na carreira, a reposição do pagamento das horas extraordinárias e as 35 horas para todos os trabalhadores.

Segundo a dirigente sindical, as rondas negociais com a equipa do Ministério das Finanças resultaram em nada. “Fez-se um esforço mas isto não é nada e defrauda as expectativas dos trabalhadores”, disse, acrescentando que “esta greve é para ser feita, só não será feita se o Governo quiser. Está nas mãos do Governo”, frisou Ana Avoila.

Refira-se, ainda, que a Frente Comum da Administração Pública exige aumentos salariais de 4% para 2018, com um mínimo de 60 euros para todos os trabalhadores. Ana Avoila considerou o valor razoável, tendo em conta a perda de poder de compra nos últimos anos dos trabalhadores da Administração Pública, da ordem dos 9%.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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  • Paulo Reis

    A derrota da CDU nas autárquicas já está a “fazer sangue”. Os sindicatos e os partidos de esquerda não são populares em tempos calmos. Como tal Jerónimo já mandou os seus funcionários contestarem, pois só assim podem ganhar alguma da popularidade perdida (ñão é que façam alguma falta).

  • Alibaba de Massamá