A Disneylândia e a “Socialistalândia”

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Histórias de fantasia podem ser usadas tanto para o bem como para o mal. Na fantasia usada para o bem temos os clientes da Disneylândia que acreditam, se forem crianças, ou fingem acreditar, se forem adultos, na existência de um universo fictício. Ao acreditarem em personagens mágicas e com poderes especiais todos comungam da mesma fantasia engraçada e divertem-se juntos.  Escrevemos-vos, precisamente, da Disneylândia em Paris, onde nos lembrámos, com dó, dos adultos que acreditam mesmo em ficções menos divertidas. Como exemplo contrastante do mal que pode fazer acreditar em fantasias nada engraçadas temos os eleitores do PS. Quem vota PS acredita que governantes vindos da juventude socialista e da sociologia, por magia, têm poderes de gestão e capacidade técnico-económica. Tais eleitores, apesar de adultos, são piores que crianças. Acreditam nessa ficção que lhes é contada por aqueles jornais e canais de TV que recebem milhões de euros de subsídios do Governo. 

Certos órgãos de comunicação social voltam de novo à carga a contar “histórias da carochinha” sobre a suposta grande qualidade do nosso Governo e o nosso crescimento económico. Fizeram-no em 2016; fazem-no de novo agora em 2022. Neste mundo mágico, a mensagem da nossa comunicação social para as mentes adultas que não sejam muito diferentes das criancinhas ingénuas é simples: votem PS para sempre e repetidamente, que um dia ficarão ricos, como por magia! 

Os turistas do norte da Europa voltarem a vir para cá – transportados por companhias estrangeiras bem geridas e não pela pessimamente gerida TAP – à procura de sol e preços baratos devido à mão-de-obra barata e pobre lusitana, põe sempre os propagandistas do regime em regozijo socialista. Contam-nos que, por causa disso, crescemos muito, ficamos ricos e temos um grande governo socialista a apresentar resultados! A fantasia deles consiste em insistir neste “grande” governo, que cria tantos empregos mal pagos de criadas e criados! Está implícito em tal fantasia redutora que não precisamos cá de um governo qualificado que saiba criar e atrair empregos qualificados e bem pagos, independentes do sol e mar. Basta-nos um governo medíocre, de república das bananas equatorial, com o crescimento baseado em explorar esplanadas na praia. Só a cerveja é “Sagres” e “Super-Bock” em vez de “Corona” ou “Brejas”. Os portugueses qualificados que emigrem todos, ao ritmo de um milhão por cada dois governos do PS. Fiquem só cá os que fazem camas. Já agora, que não haja também um único ministro altamente qualificado no governo. Os qualificados endinheirados de todo o mundo que venham cá passar férias na praia, pois o que o que é mesmo bom é ter o PS a governar fazendo os residentes nacionais pobres e serviçais. 

“Haja regozijo”, insiste a imprensa pró-PS. “Regozijem-se por serem governados pelo PS! As praias estão cheias de gente!”. Para jornalistas propagandistas, só este PS e o seu ministro da Economia conseguem a aparentemente dificílima tarefa de encher as nossas praias. Como se as nossas solarengas e excelentes praias não fossem intrinsecamente convidativas para os estrangeiros há muitas e muitas décadas. Para tais manteigueiros, é devido ao PS e não pela normal retoma global do turismo (que sempre houve em Portugal excepto na pandemia) que a Comissão Europeia revê o nosso crescimento em alta para 5.8% e o FMI para 4.5%. 

Como já dissemos, estamos na Disneylândia em Paris, onde viemos levar as crianças a assistir a este mundo da boa fantasia e lembrámo-nos, pois, com pena, dos adultos igualmente ingénuos que acreditam em fantasias redutoras. Apesar de adultos, acreditam mesmo na má fantasia que o PS dos ministros jotas e sociólogos, que não arranjariam emprego bem pago em mais lugar nenhum se não no Governo ou assessorias autárquicas, é um grande Governo, que nos faz crescer muito e ser ricos na Europa. Tais jotas e sociólogos até podiam ser criados ou caixas de supermercado no Algarve. Mesmo começando humildemente e bem, aí nunca seriam dos mais empenhados, nem subiriam a pulso devido a bons resultados, como felizmente muitos portugueses anónimos ainda fazem nessas áreas, para a gestão dos bons hotéis ou supermercados do Algarve ou por todo o país. 

No entanto, como apresentar resultados dá um trabalhão, a gente ligada à juventude socialista, em vez disso, com o apadrinhamento do PS e impulsão da propaganda pró-socialista, numa agremiação de mediocridade unida para conquistar o poder, vai longe no Governo português. Nenhuma empresa que tivesse de viver de trabalhar e fazer dinheiro com boa gestão quereria contratar para a liderar semelhante pandilha, formada numa juventude partidária como a que temos a (des)governar-nos. Nunca apresentaram outros resultados que Portugal no fundo das tabelas de classificação da EU.

Só que para jornais adeptos do universo fictício socialista é sempre tudo uma maravilha e os nossos governantes são inquestionáveis. O estado da nossa economia é sempre uma beleza tropical para os jornais que recebem subsídios do Estado. Ou seja, por cortesia do abuso do PS para proveito próprio dos impostos de todos nós. Isto porque sem quaisquer critérios de imparcialidade definidos para impedir propaganda e histórias fictícias favoráveis aos socialistas. Nem uma recente auditoria da Inspecção-Geral das Finanças conseguiu apurar tais critérios de distribuição de dinheiro do Estado pelos jornais e TVs.  É da natureza da espécie humana, se estiver em dificuldades financeiras e receber umas esmolas, não dizer mal, mas bem, de quem lhe dá esmolas. Normalmente não há problema com isso, mas neste caso há, porque a ajuda financeira foram todos os portugueses que a deram a estes jornais e canais de TV. Portanto, o agradecimento devia ser para os portugueses, contando-nos a verdade sobre o estado da nossa economia, que não vai mudar nem passar a ser rica só pelas nossas praias estarem outra vez cheias de ingleses e alemães. 

Desde que éramos crianças pequenas, nos anos 70, que nos lembramos de haver sempre nas nossas praias muitos ingleses e alemães. No entanto, apostar só no turismo estrangeiro vindo de países não socialistas, logo onde as pessoas fazem dinheiro, como única tábua de salvação de uma economia portuguesa socialista, nunca fez de Portugal rico. Continuamos um dos povos com menos poder de compra na Europa. 

O poder da espécie humana para contar histórias fictícias em que todos comungam é bem relatado, por exemplo, pelo historiador Yuval Noah Hariri, que no seu livro “Sapiens” nos explica que a imaginação e a ilusão podem ser usadas para o bem e para o mal. O universo de fantasia da Disneylândia não inclui já só os clássicos da Disney, inspirados em contos europeus, mas outros universos fantásticos, tão diversos como os heróis Marvel, inspirados em autores americanos, por sua vez inspirados em mitologia nórdica. 

Se é fantástico como histórias irreais contadas através das gerações, como o “Capitão América”, a “Branca de Neve e os 7 Anões”, “Dumbo”, etc. podem ser partilhadas divertidamente entre gerações, não é nada fantástico que, desde pelo menos José Sócrates, andemos a ler nos nossos jornais histórias irreais, que os governantes do PS são meninos de ouro. Isto só por encherem praias que se enchem a elas próprias e enquanto que por eles governados, pelo menos há duas décadas, estamos estagnados economicamente, ultrapassados por países com muito menos potencialidades que nós, inclusive ausência de sol e praias! ■