PAULO COSTA PEREIRA

Em nome da ideologia, os comunistas estão prontos para aceitar o colapso da maior fábrica portuguesa. Após anos de paz, a guerrilha da CGTP chegou à Autoeuropa, que nunca esteve em tão grande risco de encerrar. Fica a questão: será que os comunistas vão depois produzir Trabants na Autoeuropa para pagar os ordenados dos trabalhadores que estão a desencaminhar?

Desde o Verão que se sucedem as crises na maior fábrica portuguesa, que durante anos foi um exemplo de paz laboral num País que ainda se define constitucionalmente como uma república socialista. O cerne da questão é a proposta da Volkswagen para expandir a produção do modelo T-Roc.

O aumento de produção de carros, para 240 mil unidades anuais, teria noutros tempos sido motivo de alegria para uma fábrica que paga bons salários. Para alcançar a produção desejada, os gestores propuseram um novo horário de trabalho de forma a conseguir manter a fábrica a funcionar 24 horas por dia e, assim, dar vazão às muitas encomendas de todo o mundo.

Preparando um 2018 de muito trabalho, a administração da Autoeuropa contratou mais funcionários, aumentou os salários e dilatou o número de dias de férias anuais. Em contrapartida, os operários teriam de trabalhar aos Sábados e Domingos, tirando dois dias de folga compensatória noutros dias.

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