EVA CABRAL

Era inevitável que, depois das negociações com os professores para o desbloqueamento das carreiras e a recontagem, ainda que parcial, do tempo de trabalho congelado durante anos, outras classes profissionais – como polícias e militares – viessem exigir um tratamento semelhante.

Ao mesmo tempo que se aguarda o retomar das negociações entre a Fenprof e o Executivo, a 19 ou 20 de Dezembro, outras negociações estão já a ser exigidas por várias associações profissionais.

Polícias e militares decidiram pedir na passada semana uma reunião urgente ao primeiro-ministro para exigir o descongelamento das carreiras em 2018 e a contagem do tempo em que elas estiveram congeladas, entre 2011 e 2017.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a Associação Nacional de Sargentos (ANS), a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e a Associação de Praças (AP) estiveram reunidas para exigir o mesmo tratamento dado aos professores em relação ao descongelamento das carreiras no próximo ano.

No final do encontro, o presidente da Associação Profissional da Guarda, César Nogueira, disse aos jornalistas que da reunião saiu o pedido de uma reunião conjunta com o primeiro-ministro, António Costa, tendo em conta que os militares e polícias são tutelados por Ministérios diferentes.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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