Catarina Martins decidiu clarificar o quanto custará aos socialistas uma eventual coligação, isto caso precisem dos votos do Bloco para uma solução de Governo em futuras legislativas. E a líder do Bloco de Esquerda põe a fasquia alta: vai logo a duas das pastas essenciais em qualquer Executivo, exigindo nada menos do que o Ministério das Finanças ou o do Trabalho.

Actriz de profissão, Catarina Martins quis atirar o barro à parede com voz de convicção, mas tentou fazer passar este recado como uma mera piada que se conta no seio do Bloco de Esquerda.

Só que, de piada, este abraço de urso da extrema-esquerda ao PS tem muito pouco para nos fazer rir.

A bomba foi lançada numa entrevista à TSF em que a líder bloquista clarificou: “Estaremos no Governo quando pudermos ter o Ministério das Finanças ou do Trabalho”.

Reforçando a ideia de que o BE quer ganhar nas urnas votos suficientes para ter acesso a áreas fundamentais da governação, Catarina garante que “o BE nunca será uma jarra no Conselho de Ministros”.

Para a coordenadora do Bloco de Esquerda, as Finanças e o Trabalho são precisamente as áreas prioritárias, e são também as pastas que estarão a dar mais trabalho nas negociações com o Governo para o Orçamento do Estado (OE) para 2018.

O Bloco tem estado de corpo e alma nestas negociações, uma vez que a sua implantação autárquica é mínima, pelo que assestou baterias no ciclo orçamental, sem investir grande esforço na volta pelo País que todos os líderes fazem neste momento.

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