Catástrofe educativa

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Após anos de incompetência na colocação de professores, em ano de eleições legislativas foram todos colocados não só a horas, mas muito antes do tempo previsto. O Governo celebrou – mas, tirando esta medida eleitoralista, Costa pouco mais fez pela educação em quatro anos. Pior: os danos causados por uma política educativa desastrosa são praticamente irreparáveis.

As aulas vão começar a horas, e todos os alunos vão ter professores. Numa amostra da competência que só um ano de eleições pode forçar, o Ministério da Educação terminou o processo de colocação de docentes em meados de Agosto, algo que em outros anos aconteceu muito mais tarde, geralmente com efeitos caóticos.

Como até um relógio avariado está certo duas vezes ao dia, a FENPROF acertou em cheio ao dizer que “a esta antecipação não é alheio o facto de o ano lectivo abrir em plena campanha eleitoral, o que demonstra que, para o Ministério da Educação/Governo, contam mais as eleições do que o interesse dos professores e das escolas”. 

Verdade, mas a missa ainda vai a metade, pois este sindicato politizado também costuma esquecer-se, tal como o Executivo, de que o objectivo do vasto aparelho chamado Ministério da Educação é ensinar crianças. E debaixo do consulado de Costa, o certo é que poucas sabem alguma coisa de jeito.

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