Descaramento eleitoralista: A dois meses das legislativas, Governo desbloqueia 22,5 milhões.

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A situação mantinha-se há anos e só agora, a menos de dois meses das eleições legislativas de 6 de Outubro, é que o Governo de António Costa avançou com a solução de um problema que tinha mais de dez anos, e que colocava em situação vergonhosa as crianças que tinham de tratar-se no Hospital de S. João, no Porto.

Depois de ser um campeão das cativações – e de vários anúncios de que a verba ia ser libertada – foi finalmente já esta semana que Mário Centeno deu luz verde para que se gastem 22,5 milhões de euros no sector pediátrico do Porto. As eleições estão mesmo à porta: e se as questões relacionadas com a Saúde são as que geram um impacto mais negativo na população, quando em causa estão crianças pior é. António Costa está neste momento a tentar dar o tudo por tudo para conseguir ter uma maioria absoluta nas legislativas, e as sondagens estão a abrir algumas portas a este cenário.

Esta semana começou, assim, com a directora clínica do Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, a afirmar que a garantia do financiamento público por parte do Governo para a construção da ala pediátrica era o “único elo” que faltava neste processo. “Agora, acredito que a obra vai acontecer. Haver uma segurança do Estado em garantir financiamento público era o último elo que nos faltava para se ter a certeza de que, efectivamente, a ala pediátrica vai ser construída”, afirmou Maria João Baptista em conferência de imprensa, na unidade hospitalar.

Em portaria publicada no ‘Diário da República’, o Governo autorizou finalmente o Centro Hospitalar Universitário de São João a “assumir o encargo até 22,5 milhões de euros”, mais IVA, até 2021, “referente à construção e apetrechamento do Hospital Pediátrico Integrado”, uma pretensão antiga que, durante cerca de 10 anos e até ao início de Julho deste ano, manteve o internamento de crianças em contentores provisórios.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas