É a nova frente de guerra da Fenprof com o Governo. A federação sindical garante que muitos docentes do Ensino Superior estão à margem da lei, por leccionarem sem receber um tostão. E aproveita para exigir o alargamento do prazo para vinculação dos docentes precários.

O ano de 2017 tinha terminado com o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) a classificar como vergonhosas as afirmações do ministro Manuel Heitor “ao legitimar o trabalho sem remuneração como normal e saudável.”

O problema foi denunciado numa notícia no ‘Jornal de Notícias’, segundo a qual os reitores das universidades estão a contratar docentes e investigadores para dar aulas, mas sem receber qualquer remuneração.

Comentando o assunto, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que “em todo o mundo as instituições do Ensino Superior colaboram com técnicos, peritos e especialistas que não são pagos apenas no contexto das instituições”.

Mas o SNESup não aceita, de todo, esta tese – e em comunicado afirma ter recebido mensagens de membros da comunidade académica que “rejeitam em absoluto as declarações do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e do Presidente do Conselho de Reitores”. Neste caso – acrescenta o SNESup – está-se perante uma verdadeira ilegalidade de trabalho não pago, situação que o Sindicato garante que “pode comprovar através de documentos oficiais que recolheu.”

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