Nada escapa à austeridade de Mário Centeno

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A compra de 75 novas ambulâncias para o INEM continua ‘cativada’. Apanhado no acto prepotente de travar a aquisição, o ministro das Finanças apressou-se a garantir que o reforço orçamental para a sua compra está em fase de “análise” e que a demora se deve a um pequeno detalhe burocrático. Mas tudo indica que a verba só será libertada quando for eleitoralmente conveniente…

Com eleições legislativas à porta, Mário Centeno quer tudo menos ser identificado como o campeão das cativações e – tal como aconteceu com as verbas para o alargamento e modernização da ala pediátrica do hospital pediátrico do Porto – as ambulâncias do INEM até podem ver a sua situação desbloqueada a tempo das eleições. Entretanto, prossegue um braço de ferro absurdo em que o principal prejudicado é o INEM e, por extensão, os utentes que precisam de transporte ambulatório.

A denúncia partiu da Liga dos Bombeiros Portugueses e, apanhado de surpresa, Centeno apressou-se a pôr água na fervura. “Estes são processos que estão continuamente em avaliação”, disse o ministro falando aos Media em Lisboa. “Não faz a menor ideia do que seja a avaliação que tem que ser feita, com rigor, porque todas as verbas públicas e despesa pública têm de ser justificadas, porque quem justifica a utilização dessas despesas no final é o Ministério das Finanças”.

De acordo com Centeno, será necessário “chegar a um reforço ou a um redesenho do orçamento” do instituto, que “permita essa aquisição”. E o governante abre a porta a soluções: “Este é um apenas dos processos que está em curso do ponto de vista orçamental do INEM” e as “justificações e as razões da adaptação que é necessária fazer”, ou seja, um “reforço ao orçamento, estão a ser feitas”. Na óptica do ministro das Finanças, “assim se chegará, no final, à conclusão de que o reforço de meios e o reforço de pessoal do INEM é uma realidade, tem sido uma realidade, e continuará a ser essa a realidade. Não é por falta de verba que as ambulâncias não chegarão”, garantiu.

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