Corrupção

0
696

Já temos um novo Governo, o maior de sempre, logo mais perigoso do que os anteriores, na medida em que a probabilidade de mais corrupção cresce, o que, infelizmente, não acontecerá com a economia, agora que as exportações estão a cair e temos um poderoso ministro da economia, Siza Vieira, que é advogado de negócios, sabendo pouco de economia. 

Com o novo governo chegou o novo caso do “Sexta às 9”, o programa da RTP que foi calado durante a campanha eleitoral, por mês e meio, para reabrir com Sandra Felgueiras a denunciar a aprovação pelo secretário de Estado João Galamba de uma concessão de exploração de lítio no distrito de Montalegre. Trata-se de um caso com todos os ingredientes para levantar as maiores dúvidas de seriedade, legalidade e decência política. Um caso típico de promiscuidade entre a política e os negócios de que o Partido Socialista se tornou especialista. É um caso que num país verdadeiramente democrático faria cair o governo, mas que em Portugal ‘não passa nada’, ‘a Justiça que faça o seu trabalho’, é o lema. Vejamos porquê.

Há dois socialistas, já envolvidos noutro caso de fundos comunitários, que pretendiam a concessão, mas que aparentemente se zangaram e um deles ultrapassou o outro criando a empresa Lusorecursos Portugal Lithum três dias antes da assinatura do contrato de concessão e com um capital de 50.000 euros. Já antes tinham sido criadas três empresas com o mesmo nome e com o mesmo objectivo. Esta última empresa contratou um ex-secretário de Estado da Internacionalização, o socialista Jorge Costa Oliveira, o da Galpgate, que, de acordo com os jornais, pertenceu ao chamado grupo de Macau, com Pedro Siza Vieira e Eduardo Cabrita e é amigo de António Costa. Acresce que o ex-chefe de gabinete de Jorge Costa Oliveira, Pedro Reis, é o actual chefe de gabinete do ministro da economia Pedro Siza Vieira, que tutela o negócio. Fica tudo em família.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas