Economia arrefece no pior momento

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É um péssimo sinal para a economia, até pelo “efeito bola de neve”: o número de empresas que não cumprem prazos de pagamento é o mais alto de sempre. Duplamente preocupante, quando o Brexit está à porta.

Segundo o mais recente Barómetro de Pagamentos “Informa D&B”, o problema crescente das empresas com pagamentos em atraso é transversal a todas as regiões do País e a todos os sectores de actividade.

Entre as empresas que não estão a cumprir prazos, 65,5% fazem-no com um atraso até 30 dias. E a percentagem de empresas com atrasos superiores a 90 dias é já de 7,4% – valor que se mantém sem abrandamento desde Janeiro.

Se os atrasos, em si mesmos, poderiam ser parte de uma conjuntura passageira e sem consequência de maior, a verdade é que os prazos de pagamento das empresas do Reino Unido correm também o risco de deterioramento provocado pela incerteza em torno do Brexit. No pior cenário, o “efeito bola de neve” tornar-se-ia inevitável. E convém não esquecer que o Reino Unido é um dos países com os quais Portugal tem relações comerciais mais relevantes e mais antigas.

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