Fernão de Magalhães e o mau vento

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“Passaram 47 anos antes que outro navio castelhano conseguisse atravessar o Oceano Pacífico, apesar de tentativas esforçadas, mas também desastradas, de outros navegadores mandatados por Castela para repetirem o feito do português Fernão de Magalhães”

Vamos esclarecer uma coisas rapidamente. A Espanha é o sucessor de diversos países. Navarra, Aragão, Castela e outros Estados mais ou menos importantes, mais ou menos, a seu tempo, independentes, como o condado de Barcelona ou os anteriores reinos de Leão ou das Astúrias.

Em tempos de Fernão de Magalhães e da sua circum-navegação discutida por volta de 1518, reinava Carlos V as terras da actual Espanha, e muitas outras mais, que não existia enquanto Nação una. Existia quanto muito o Reino de Castela, reino que fora de Isabel a Católica, casada com Fernando de Aragão, de cujo casamento resultou a união de dois reinos sob a mesma coroa, mas não enquanto Estado uno.

Não pretendemos neste texto explicar história a quem não a sabe, nem ensinar história a quem a sabe, mas tão só marcar um ponto numa discussão improvável, iniciada pela Real Academia de História de Espanha, que afirmou taxativamente que a sua expedição era um feito exclusivamente espanhol.

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