Familygate: O perigo de mudar as regras em cima do jogo

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É tudo o que todos sabem que não se deve fazer: mudar as regras pouco antes do jogo. Mas a classe política está a reagir forte ao chamado FAMILYGATE, como o baptizou Marques Mendes. Do lado do Governo da geringonça, o incómodo é grande, até por se verificar que o tema não sai da ordem do dia. Bem pelo contrário: a cada momento se encontram novos casos e se avolumam as críticas dos portugueses.

O Governo está disposto a tudo para tentar “limpar o cartão” antes do jogo das legislativas. Por isso acolheu com duas mãos a proposta adiantada por Marcelo, o “bombeiro” de serviço à geringonça: o Presidente defende que mudar a lei da nomeação de familiares para cargos na administração pública exige uma alteração “muito simples” e “muito pequenina”, não sendo necessário um novo diploma.

Em declarações ao jornal ‘i’, o chefe de Estado diz que “aquilo que se propõe é saber se aquilo que existe para a Administração Pública em geral, se se aplica ou não aos gabinetes dos políticos, ou seja, dos parlamentares e dos governos. É só isso”. Para o PR, em causa está a revisão do Código do Procedimento Administrativo, em vigor desde 1991, e no qual estão previstas as limitações de nomeações de familiares para cargos na Administração Pública.

Marcelo Rebelo de Sousa afirma ainda que é com casos destes que surgem “os populismos”. “A vida não é só campanhas eleitorais” e “o país não acaba nem em Maio nem em Outubro”, diz o Chefe do Estado.

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