Níveis de produção continuam a baixar

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Preto no branco, as notícias não são boas: a nossa taxa de produtividade, já de si abaixo da média da União Europeia, está a abrandar ainda mais – o que se fará sentir negativamente no crescimento económico e no nível de bem-estar.

O primeiro estudo sobre a produtividade da economia portuguesa elaborado pelo recém-criado Fórum para a Produtividade frisa que as “taxas de taxas de crescimento da produtividade do trabalho têm vindo a registar uma desaceleração na última década, na generalidade dos países da União Europeia”. Com o mal dos outros poderíamos nós bem, se não se desse o caso de “em Portugal esta situação ser mais relevante pelo facto de os níveis de produtividade serem mais baixos que os da média da UE”. Em Português simples: vem aí novo ciclo de “vacas magras” sem que o País esteja mais preparado do que na crise de 2011.

Segundo o Fórum para a Produtividade, vários factores têm sido apontados para a desaceleração global do crescimento da produtividade: “a queda do investimento nas economias desenvolvidas, mais pronunciado desde a crise financeira internacional, implicou uma redução do nível de ‘stock’ de capital por trabalhador, o qual atingiu valores historicamente baixos; a desindustrialização das economias avançadas, em parte na sequência da tendência de fragmentação dos processos produtivos à escala mundial que tem acompanhado a globalização e que se manifesta através da transferência de actividade produtiva para os mercados emergentes; e o desfasamento temporal entre o desenvolvimento tecnológico e a sua aplicação eficiente na produção”. Em suma: “Por um lado, as novas tecnologias relacionadas com a digitalização ainda não se traduziram em aumentos de produtividade generalizados e, por outro, os ganhos de produtividade resultantes das tecnologias de informação e comunicação desenvolvidas nos anos 90 já se encontrariam significativamente esgotados”.

Longo prazo
No médio e no longo prazo, estes factores vão onerar os contribuintes portugueses. “Na medida em que o crescimento económico e o nível de bem-estar no longo-prazo estão fortemente correlacionados com os aumentos de produtividade, esta questão tem tido um foco significativo na agenda internacional”.

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