Polémica do cenário macroeconómico passa para o próximo Parlamento

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O ataque de Mário Centeno apareceu como politicamente deslocado: sendo ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, esperar-se-ia de Centeno uma postura mais independente em fase de campanha eleitoral. A sua agressividade acaba por demonstrar algum nervosismo dos socialistas, percebendo-se que esta é uma polémica que marca genericamente as legislativas e vai continuar bem vivo no debate do Orçamento de Estado para 2020 que dentro em breve chega ao novo Parlamento que sairá destas eleições. Será inevitável que o PSD retome os seus números na discussão do Orçamento, tendo por base o trabalho da equipa liderada por Joaquim Sarmento.

No seu inusitado ataque, agora na qualidade de candidato a deputado pelo PS, Mário Centeno considerou que o PSD tem 4.750 milhões de euros por explicar no seu programa eleitoral, acrescentando que há propostas “materialmente impossíveis” no cenário social-democrata. Falando aos jornalistas na sede do PS, no Largo do Rato, em Lisboa, Centeno considerou que “isto só tem uma consequência, que é a instabilidade das políticas económicas”.

Assumindo o seu papel preferido de “Ronaldo das Finanças”, Centeno acrescentou que o programa económico do PSD levaria também “à instabilidade da política fiscal” e aos “cortes à pressa para tentar resolver questões orçamentais causadas por orçamentos mal desenhados”.

As contas de que Centeno duvida têm origem em “três riscos: no crescimento económico, na receita e no aumento da despesa”, que segundo o ministro “levariam o país ao défice excessivo”.

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