Há 20 anos que pagamos a conta da RTP ao acender a luz

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Muitos portugueses não sabem que nos custos de electricidade adicionais que pagamos, quase 200 milhões de euros anuais vão para sustentar as inacções da RTP, onde oficialmente já não se fazem investigações jornalísticas, mas agora apenas se felicita e louva os políticos do regime. A semana passada, a 26 de Novembro, foi para o ar último episódio do “Sexta às 9”, com a grande jornalista de investigação Sandra Felgueiras. Assim, e oficialmente, a partir do dia seguinte, 27 de Novembro, a RTP, que é paga por todos nós, em vez de nos servir, voltou totalmente aos tempos totalitários de Salazar, de onde os seus dirigentes nunca saíram, mantendo a cultura de estarem sempre de joelhos perante poderosos, sem nunca os questionarem. Isto em vez de servirem os milhões de portugueses anónimos que lhes pagam o salário. A RTP é coisa velha e inútil que não evoluiu nada desde Salazar. 

Havia uma única excepção dentro desta cultura totalitária da RTP de reverência total perante políticos poderosos, façam eles o que fizerem contra nós. No deserto de cobardia e antipatia contra os portugueses que é a RTP havia um oásis de coragem e simpatia para connosco: Sandra Felgueiras. Esta grande jornalista e a sua equipa de investigação eram dos poucos – se não os únicos – profissionais jornalísticos numa casa largamente composta e dirigida por propagandistas de poderosos do regime. Esta maioria de medíocres inúteis da RTP não descansou enquanto não forçou a saída da minoria da genialidade com utilidade. Não querem escrutinar nada do que os políticos fazem contra nós ou como esbanjam o nosso dinheiro. Sem Felgueiras e a sua equipa a RTP já não nos serve para nada. 

No último episódio, o da sua despedida, Felgueiras foi subliminarmente clara sobre o que se passa na RTP e porque teve de sair. Fez uma reportagem sobre a ausência da liberdade de imprensa, que é um dos pilares de uma democracia ocidental próspera. Quando a própria televisão pública derruba esse pilar, o país transforma-se numa pouca vergonha de democracia minada e pobre que nos envergonha. Nesse programa, o ex-ministro socialista João Cravinho, que conhece o poder e o regime bem por dentro, foi claro: “A cultura a favor da opacidade é uma cultura a favor do tráfico das influências”. Claramente, quem despede Felgueiras, que trazia à luz negócios danosos para os portugueses como os do lítio, quer manter e promover a opacidade facilitadora do tráfico de influências terceiro-mundistas que nos pôs pobres e em últimos da Europa. Ou seja, a censura e o lápis azul salazarista e socialista, que nos mantêm num espartilho de pobreza porque não há debate de ideais nem avaliação dos resultados de políticos. Na fútil RTP não querem que se saiba quem desvia os nossos impostos para negócios privados misturados com políticos. 

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