‘Livre’ às turras com Katar

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A extrema-esquerda continua em pé de guerra. Nos próximos dias, os delegados ao Congresso do autodenominado ‘Livre’ votarão, entre outras moções apresentadas a debate, uma proposta de afastamento da única deputada eleita pelo partido, Joacine Katar Moreira.

A moção, subscrita por cinco militantes influentes nos meios esquerdistas, reflecte o desconforto que crescentemente se regista no ‘Livre’ face ao protagonismo pessoal, a roçar o culto da personalidade, da deputada Katar. O partido é hoje mais conhecido pelas “peripécias, atribulações e polémicas internas” do que pelas ideias que defende – sustenta a moção. “As causas defendidas pelo ‘Livre’ parecem não conseguir sobrepor-se ao ruído constante provocado pelos ‘faits divers’ mais estapafúrdios, em que o colectivo parece soçobrar numa desmedida exposição mediática do indivíduo e em que o partido se arrisca a ver a sua própria sobrevivência posta em causa”.

Os subscritores da proposta – Lima Oliveira, Ramoa Rodrigues, Bruno Machado, Fátima Nogueira Lopes e Martins de Macedo – pedem a renúncia de Katar ao seu lugar no hemiciclo. “No caso de a deputada não se dispuser a renunciar às suas funções”, concluem, “o ‘Livre’ não tem outra alternativa a não ser retirar-lhe a confiança política”. Abordado pela imprensa para comentar o teor da moção, o não menos estapafúrdio assessor de Katar informou que “a deputada não se vai pronunciar”

Sinais de que a deputada do ‘Livre’ e o partido em cujas listas foi eleita circulam em rota de colisão começaram a surgir logo em Outubro, quando uma troca pública de acusações e remoques incompatibilizou Katar Moreira com grande parte da direcção partidária. 

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