Mais um episódio do triste folhetim de Tancos: o documento publicado pelo ‘Expresso’ existe mesmo, tem 63 páginas com anexos e é arrasador para o Governo e as chefias militares. Agora, assobiando para o lado, Costa diz que a responsabilidade, afinal, é do oficial de dia…

Se não fosse uma mera história de ficção, o Natal dos Costas ia ser um Inferno. É que o líder da geringonça acusou o PSD e o jornal ‘Expresso’ de terem “inventado” um relatório sobre o caso do roubo de armas em Tancos: uma alegação tão credível como qualquer outra mentira dita em tom sério e ditado pelo ‘spin’ de esquerda.

Só que, neste caso, alguém se esqueceu de um ingrediente letal para que a historieta tivesse pés para andar: o irmão do alegado primeiro-ministro e líder da geringonça manda efectivamente no ‘Expresso’.

Enfim, o ‘spin’ falhou. Felizmente, o Natal de Ricardo e António Costa poderá prosseguir com um renovado clima de Paz e Amor.

E como o ‘spin’ falhou e o ‘Expresso’, na edição do último Sábado, mostrou preto no branco que toda a razão lhe assistia, António Costa resolveu passar de fininho para a difusão de outra tese.

Com os morteiros furtados em Tancos – juntamente com outro armamento – a acertarem em Costa, este foi à TSF dar uma outra versão igualmente romanesca do caso. António Costa diz que, se fosse o oficial de dia no assalto a Tancos, assumiria toda a responsabilidade e, seguramente, não culpava o ministro da Defesa.

Em entrevista à rádio, o primeiro-ministro saiu em defesa de Azeredo Lopes dizendo que “o ministro da Defesa, naquilo que lhe compete, agiu correctamente”.

“Eu cumpri serviço militar e lembro-me das minhas obrigações de oficial de dia, e tenho a certeza absoluta que se houvesse algum incidente desta natureza, em primeiro lugar a responsabilidade seria minha. Há uma pessoa que eu sei que não seria, que era do ministro da Defesa, que seguramente nem sabia o que se estava a passar nem pode saber, nem tem que saber o que se está a passar em cada uma das unidades”, rematou António Costa.

  • Leia este artigo na íntegra na edição impressa desta semana.
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