O mal-estar no planeta azul

Enquanto os países mais poluidores e os países em vias de desenvolvimento não alterarem as suas práticas, as boas intenções ambientais não passarão de metas inalcançáveis. E o relógio do tempo anda mais depressa do que as medidas que visam criar condições para a sustentabilidade do planeta Terra.

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O aquecimento global que se está a verificar no nosso planeta dificilmente se poderá estancar e reverter e, certamente, estamos a caminhar para um inevitável desastre. 

A Cimeira do Clima que durante vários dias decorreu em Madrid não passou de mais uma anódina reunião em que vários países debitaram ribombantes intenções de agir para salvar o planeta. 

De referir que os países mais poluidores do planeta não estiveram presentes. A acentuada industrialização da China – que irá ultrapassar dentro de poucos anos os Estados Unidos da América –, da Índia e de outros países em vias de desenvolvimento é irreversível, e dificilmente estes países adoptarão medidas que visem diminuir as emissões de dióxido de carbono que contribuíram, enormemente, para o efeito de estufa. 

Junte-se-lhes os milhões e milhões de automóveis, aviões e barcos poluidores no mundo inteiro – e temos composto o ramalhete para a agonia do planeta Terra. 

Aliás, refira-se que os Estados Unidos, a China, a Rússia, a Austrália, a Índia, o Japão e o Brasil são os maiores poluidores do planeta e dificilmente aceitarão uma Lei Climática como a UE quer criar até Março de 2020 para que se alcance o objectivo de zero emissões em 2050. 

Para estes países, o problema do efeito de estufa é – julgam eles – problema da União Europeia e, de forma irresponsável, não se mostrarão muito disponíveis para colaborar nas medidas que a União Europeia pretende implementar com o objectivo ambicioso de zero emissões de gases, provocadores do efeito de estufa, em 2050.

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