Paga, Zé! Contribuintes continuam a arder com o Novo Banco.

O Novo Banco aparece aos contribuintes portugueses como um saco sem fundo, com a instituição a apresentar um ‘buraco’ nas contas de 2018 e a precisar de nova injecção de capital de 1.149 milhões de euros do Fundo de Resolução. Desde 2008, cada português já contribuiu com 1.800 euros de impostos para salvar o sistema bancário nacional.

Perante esta nova necessidade de se voltar a colocar dinheiro dos contribuintes no Novo Banco, os protestos foram muitos e Mário Centeno já fez saber que na próxima semana está disponível para ir ao Parlamento explicar a necessidade de se pagar esta nova factura.

A implosão do Banco Espírito Santo iria sempre acarretar o pagamento por parte dos portugueses do saneamento da instituição financeira, pois caso contrário esta arrastaria todo o sistema bancário. Com a troika no País, o Executivo de Pedro Passos Coelho optou por resgatar o BES para evitar o pânico de um incumprimento que afectasse os depósitos. O universo BES deixou ainda uma imensidão de lesados que compraram papel comercial ligado ao universo BES, num País em que a ignorância financeira é gigante, e em que muitos pensavam que esse produto bancário era tão seguro como um depósito.

Pressão no Orçamento
Uma das explicações que Mário Centeno terá de dar aos deputados prende-se com o facto de a injecção de capital de 1.149 milhões de euros do Fundo de Resolução no Novo Banco criar pressões para o cumprimento do défice orçamental deste ano, que o Governo estima em 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas

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