Pantanal Energético Nada Liberal

0
518

Todos queremos e precisamos de impostos mais baixos em Portugal, excepto os parasitas do Estado. Estes não incluem só toda a esquerda comunista, trotskista e socialista. Há em Portugal um pantanal, nada liberal nem concorrencial, de pseudocapitalistas que vivem de mão estendida para o Orçamento do Estado. Como o dinheiro do Estado vem dos contribuintes, incluindo da maioria de empresas decentes, somos todos que pagamos os impostos – e preços – cada vez mais altos de uma factura vinda de sustentar meia dúzia de empresas indecentes. Sócrates iniciou um pântano socialista, ainda duradouro, cuja extensão e ecossistema incluiu, no topo, os negócios ruinosos misturados com políticos. Um pantanal politizado que asfixia e mata milhares de verdadeiras empresas realmente liberais e concorrenciais.

Na energia, se queremos realmente baixar os impostos – e preços –, sejamos mais corajosos e profundos na nossa análise, em vez de só superficiais e medrosos, a lamentar o fado de 40 a 60% dos altíssimos preços de energia serem devidos a taxas, rendas e impostos aplicados pelo Estado. Isso não acontece por obra do acaso, nem só para beneficiar o Estado. 

Parece-nos de uma tremenda ingenuidade exigir apenas redução dos impostos sem ir ao fundo da solução para essa exigência, à análise de causalidade das razões por que pagamos impostos – e preços – tão mais altos que os outros europeus. Parte do problema dos preços da energia tem a ver com os favores e promiscuidade entre empresas não concorrenciais e políticos, para além da complacência da comunicação social para com anunciantes endinheirados. Só não vê quem não quer ver. Como canta Dylan “por quantas mais vezes pode um homem olhar para o outro lado e fingir que não vê”? Até os impostos estarem a 100% e os preços da energia ao dobro do país ao lado? Para lá caminhamos! Neste pantanal, quanto mais disparatados, complicados e desnecessariamente dispendiosos os negócios das empresas de energia com o Estado forem, mais os impostos e preços subirão. Como arranjam esses negócios ruinosos para o Estado? 

Não são só os socialistas que têm donos na energia e noutros negócios misturados com políticos. Do Bloco de Esquerda ao CDS, há muitos políticos coniventes ou complacentes, especialmente quando estão contentes de irem parar aos conselhos de administração das companhias do pântano ou a entidades reguladoras. Se não vão lá parar pelos conhecimentos técnicos ou capacidade de gestão, para que vão? Serão pagos pelos seus lindos olhos, ou para traficarem influências no Parlamento e Governo? Há almas ingénuas ou cínicas que respondem que é mesmo pelos lindos olhos. Dizem: que teoria de conspiração é essa, das companhias de energia darem prendas ou pagarem no conselho de administração a políticos, para terem influência política! Quem diz isso e responde assim, bizarramente, serão só imberbes que desconhecem como o pântano socialista funciona, ou convidados que também comem à mesa do Estado e da energia? Há desde bons bifes energéticos para escritórios de advogados que tenham lá deputados, a migalhas para empresas de comunicação social, desesperadas por sobreviverem num país miserável.  

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas •