Peixeirada à esquerda

Parece não terem fim as peripécias rocambolescas em que a extrema-esquerda doméstica se tem envolvido nos últimos tempos. Assessores de saias, festejos com bandeiras da Guiné, gaguez incontinente, culto da personalidade, zaragatas na praça pública, propostas legislativas fora de prazo, demissões estrondosas, “escoltas” de segurança nos Passos Perdidos… Portugal assiste, entre nauseado e divertido.

0
943

Ainda não passaram dois meses desde que a guineense Joacine Katar Moreira foi eleita para o Parlamento português e já o caldo está entornado entre ela e o partido em cujas listas concorreu, o Livre. Por culpa da deputada ou do ambicioso intelectual que inventou a sua candidatura, Joacine e Rui Tavares já disseram um do outro, através da comunicação social, aquilo que nem Maomé disse do toucinho. Se é assim na vitória, é melhor nem imaginarmos como seria na derrota.

O último capítulo das “peixeiradas” em que a novel deputada se tem envolvido (“último” até à hora de fecho da edição, pois entretanto tudo pode acontecer) teve por motivo aparente o assédio de que Joacine se diz vítima por parte dos jornalistas que cobrem a actividade parlamentar. Depois de passar semanas em incontinência verbal, dando opiniões sobre tudo e todos, Katar Moreira pretendia que os repórteres, pura e simplesmente, desaparecessem a um estalar de dedos, apenas porque deixou de lhe apetecer prestar declarações. Como não fosse obedecida, a parlamentar e o seu estrambólico assessor, Rafael Esteves Martins, não estiveram com meias medidas: requisitaram um GNR à paisana para os escoltar através dos Passos Perdidos da Assembleia, afastando os jornalistas à força de braço e de má cara. “Larguem o osso”, ia rosnando o assessor, abrindo caminho.

• Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas