Promessas, promessas e mais promessas

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Com a excepção do PCP, que só neste fim-de-semana vai ter a sua ‘rentrée’ na Festa do Avante, já todos os outros partidos sinalizaram o regresso ao trabalho político, que em ano eleitoral é mais acelerado. Para já, todos vão desfiando promessas enquanto as sondagens dão bons resultados ao socialista António Costa – pode estar perto de poder ter maioria absoluta – um cenário que atinge a direita e pode prejudicar o Bloco de Esquerda.

A ‘rentrée’ com mais pergaminhos decorreu no partido da alternância no poder, o PSD, e as promessas não se fizeram esperar. Rui Rio afirmou que a campanha para as eleições legislativas de Outubro vai ser inovadora, com mais conteúdo, menos gritaria e sem insulto ao adversário. “Vai haver muitos menos comícios com jantares onde se come a sopa, se agita a bandeira e se bate palmas e não se ouve quem fala”, disse o líder social-democrata aos jornalistas em Monchique, na Festa do Pontal.

Considerando que as campanhas a que os partidos se habituaram nos últimos 40 anos “descredibilizam a política”, Rio sublinhou que é preciso trazer um novo discurso “com mais “moderação, equilíbrio e racionalidade”. E acusou o PS por ter montado “um circo e dramatizado muito a governação”, principalmente em momentos em que está mais atrapalhado, como “puxar o caso dos professores quando surgiu a questão das nomeações de familiares” ou mais recentemente, com a greve dos motoristas, onde “dramatizou, para depois parecer que resolveu uma questão muito complicada”.

A este propósito, Rui Rio fez um paralelismo entre a ameaça de demissão do primeiro-ministro, António Costa, em Maio, perante a possibilidade de o Parlamento aprovar a contagem total do tempo de serviço dos professores antes das eleições europeias, com a actuação do Governo na recente greve dos motoristas de matérias perigosas, à beira de legislativas. “Tinha em mente uma encenação para condicionar – e conseguiu – o voto de 26 de Maio, mas os portugueses que quiserem entender têm agora um bom exemplo para perceber o exagero e disparate do que foi feito na altura em nome do interesse do PS e não do interesse nacional”, avisou.

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