O radicalismo do Bloco de Esquerda está a aumentar. E se a crise gerada pela contribuição extraordinária sobre o sector energético (CESE) não impediu a viabilização do Orçamento para 2018, os bloquistas já avisaram que o tema não é para deixar cair. Mas na calha das medidas radicais o BE colocou a nacionalização dos CTT, uma ideia que acarreta vários custos reputacionais e afasta investidores de Portugal.

Mariana Mortágua, nesta altura líder parlamentar em exercício – por Pedro Filipe Soares estar de licença de paternidade – garante que o Bloco de Esquerda vai regressar à sua proposta de alargar as contribuições extraordinárias da energia às empresas de renováveis, após o PS ter recuado no seu apoio à medida no Orçamento do Estado para 2018, provocando o seu chumbo.

“Nós vamos voltar a esta medida durante a legislatura”, disse a líder parlamentar bloquista, acrescentando que “quem fará a avaliação sobre a cedência do PS são os eleitores”.

Quando questionada sobre se esperaria uma nova reprovação da medida no regresso a esta proposta, Mariana Mortágua afirmou que existem outros caminhos possíveis para taxar as empresas de energias renováveis. “Há diversas medidas que podem ser feitas para reduzir o défice tarifário e procurar outros contributos”, afirmou. “E acreditamos que, sendo a medida justa, há todas as hipóteses” de uma aprovação no Parlamento.

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