Eva Cabral

Teodora Cardoso contraria a pintura cor-de-rosa de Costa e Centeno: há “falta de ambição no ajustamento que a proposta de Orçamento prevê, e esta falta de ambição vai reflectir-se no curto e médio prazo, em que não há uma criação de espaço orçamental que permita correr a situações conjunturais menos favoráveis”.

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) acaba de ‘desfazer’ o Orçamento do Estado para 2018, avisando para riscos que o País corre por falta de ambição, ou seja, por não tomar medidas efectivas de consolidação quando a conjuntura melhora, aproveitando antes para gastar desde logo uma eventual folga orçamental proporcionada por juros baixos e crescimento no espaço da União Europeia.

Em termos populares, o Executivo de António Costa, pressionado pelo apoio da geringonça, está a adoptar uma conduta orçamental de chapa ganha, chapa gasta, colocando as Finanças Públicas em risco quando se verificar a inevitável inversão da conjuntura.

“Como sabemos, as conjunturas favoráveis não duram sempre”, avisa Teodora Cardoso, que pede ainda um “esforço estrutural, no lado qualitativo”, para garantir “maior eficiência das despesas públicas” e uma política fiscal “capaz de fomentar o investimento e a poupança do sector privado”.

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