Maria Costa

A moção de censura que agora chegou ao Parlamento esteve para ser apresentada logo a seguir aos grandes incêndios de Pedrógão. Pelos vistos, o Governo de Costa não merecia a “segunda oportunidade” que então lhe foi concedida para mudar de rumo.

À segunda tragédia, o CDS não perdoou e avançou com uma moção de censura ao Governo, pressionando os partidos que lhes servem de muleta na geringonça, PCP, Bloco de Esquerda e PEV.

“Atendendo à grelha de valores e princípios que coloca a protecção da vida dos cidadãos acima de qualquer outra prioridade do Estado”, o partido entende que “o Governo falhou, não corrigiu o seu comportamento em tempo, e voltou a falhar”.

O CDS desafia a esquerda a avaliar “se houve, ou não, falhas graves” nos incêndios, num debate que hoje, 24 de Outubro, se realiza no Parlamento mas que levou comunistas e bloquistas a passarem a última semana à defesa, torcendo a lógica para encontrarem razões para não votarem favoravelmente a moção que tem atrás de si mais de cem mortos.

Na moção, que tem por título “Pelas falhas do Governo nos incêndios trágicos de 2017”, o CDS-PP considera que “as medidas anunciadas para o médio e longo prazo não justificam a omissão no curto prazo” e que, no período entre as duas tragédias, “o primeiro-ministro não se mostrou disponível para assumir as responsabilidades políticas” já contidas no relatório da Comissão Técnica Independente sobre os incêndios de Junho.

“Esta censura dá voz à indignação de muitos portugueses que se sentem abandonados e perderam a confiança no Governo, o primeiro responsável pela condução do Estado”, afirmou o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, na apresentação do texto.

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