Vozes de burro não chegam ao céu

0
1124

A brigada esquerdista do “politicamente correcto” tomou o freio nos dentes e já nem sequer tem a nocão do ridículo. a última moda do disparate a chegar a Portugal veio de um pequeno grupo esquizofrénico dos Estados Unidos que pretende eliminar os nomes dos animais dos ditados populares, para não “ofender” a bicharada (quando, na verdade, a sua especialidade é matar animais em cativeiro). O PaN, que adora ver-se nos cornos do touro, imediatamente quis adoptar a ideia em Portugal. Felizmente, vozes de burro não chegam ao céu.

Não está identificado o “crânio” que inventou uma das modas mais estúpidas dos últimos séculos de atraso mental – aquela que visa desagravar o reino animal pelas muitas “ofensas” que o homem lhe faz ao incluir os nomes das espécies animalares na sua conversação quotidiana. Mas foi, certamente, no seio da PETA que ela floresceu e ganhou adeptos. Alguns, que se contam pelos dedos de uma mão, em Portugal.

A PETA (acrónimo de “People for the Ethic Treatment of Animals”, ou “Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais”) é mais uma das muitas de organizações descabeladas que nos Estados Unidos se entregam às “causas” mais mirabolantes. A “especialidade” desta, em concreto, é combater o uso de animais na alimentação e no vestuário. Há poucos anos, não tendo nada mais útil que fazer, a PETA lembrou-se de lançar a campanha “Deixem de usar Linguagem Anti-Animal!”. Como exemplo das frases que os americanos deveriam riscar da conversa do dia-a-dia, a PETA enumerava: “Take the bull by the horns” (“pegar o touro pelos cornos”, isto é, enfrentar uma situação com coragem e de forma directa) deveria passar a “Take the flower by the thorns” (“pegar na flor pelos espinhos”). Outra: “Kill two birds with one stone”, ou “matar dois pássaros com uma sá pedra”, que em Português tem o equivalente “matar dois coelhos com uma só cajadada”, isto é, fazer duas coisas com um só esforço, deveria passar a “Feed two birds with one scone” (“alimentar dois pássaros com um só ‘scone’”). E por aí fora.

  • Leia este artigo na íntegra na edição em papel desta semana já nas bancas