A TAP e a comunicação social servente socialista

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Há serventes de pedreiro e, depois, há serventes de socialista nos nossos jornais e canais de TV tradicionais. Demasiados jornalistas tentam criar a ilusão que é sempre já no próximo Verão que a TAP vai passar a ter lucros, ou que os voos da TAP vão ser tantos como antes da pandemia ou, ainda, mais do que nunca. É sempre no Verão seguinte. A acreditar nas notícias, tão constantes que parecem coordenadas ou encomendadas, a Portela vai vibrar toda e a TAP vai, finalmente este Verão, esgotar os muitos “slots” que lá tem, mas que não gasta, nem deixa gastar. De Verão a Verão, de ilusão em ilusão, há sempre mais de um bilião (em escala curta, ou seja, mil milhões de euros para os mais tradicionais, com menos cultura económica global) que desaparece dos impostos dos contribuintes. No ano passado o prejuízo da TAP foi de 1600 milhões de euros (1.6 “billion”). Somos um dos países mais pobres da Europa e cobramos tantos impostos que afastamos qualquer hipótese de ter cá bons bilionários empreendedores, que criem empregos qualificados e bem pagos. Mas os nossos governantes gastam os nossos impostos imprudente e brejeiramente, como se fossemos todos bilionários. Nem os oligarcas russos – maus bilionários, nada empreendedores – atiram tanto dinheiro pelas janelas dos aviões e “jets” privados que têm como nós fazemos na TAP. Na Rússia, como em Portugal, faltam verdadeiros jornalistas a questionar porque meia dúzia de poderosos esbanjam os recursos de milhões de cidadãos. 

Nos aeroportos nacionais todos os voos das companhias “low cost”, felizmente e porque são bem geridas, são pagos com o dinheiro dos bilhetes, cujo custo ainda por cima é convidativo e atractivo para portugueses e turistas. Infelizmente, na Portela, a TAP, que tem pelo menos metade dos “slots”, voa com o dinheiro dos contribuintes. É tão mal gerida que mesmo com injecções sem fim de capital do Estado pratica preços nada convidativos, que afastam portugueses e os turistas pagantes do seu próprio bolso. Tais preços da TAP convidam, decerto, funcionários públicos, consulares, de embaixadas e demais fundações e funções internacionais de nomeações socialistas que, quando voam, são provavelmente financiados pelo Estado, aumentando ainda mais a enorme despesa que este já tem com a TAP. A transportadora aérea nacional tem, teoricamente, muitos “slots” na Portela e voa muito. Na prática cancela voos ou não usa os “slots”, ou seja, há muitos voos fantasmas. Isto ao contrário das companhias “low costs”, que quanto mais “slots” tiverem, mais voos reais oferecem, pois sabem gerir custos e ter uma política de preços que leva a que os voos estejam cheios que não cancelam. Ora, em vez de nos noticiarem a realidade dos factos desastrosos, péssima para a imagem dos governantes socialistas, muitos dos nossos jornais e TVs preferem viver nas nuvens e propagandear teorias obtusas sobre a TAP, elogiando governantes, aos sorrisos para os seus serventes. 

Como já referimos e insistimos: há serventes de pedreiro e, depois, há serventes de socialista nos nossos jornais e canais de TV tradicionais. Os primeiros fazem um trabalho honrado que ajuda Portugal, construindo casas para portugueses necessitados e estrangeiros endinheirados. Os segundos fazem um trabalho indigno, que afunda os portugueses para os últimos lugares da Europa em poder de paridade de compra, escondendo a péssima gestão despesista dos nossos ministros vindos das borgas da Juventude Socialista ou de cursos fáceis em sociologia, sem verdadeira experiência profissional, nem grande qualificação académica.  Devemos ter uma das piores e mais fracas classes governativas do mundo ocidental, com os correspondentes maus resultados, bem à vista no Eurostat. No entanto, para muito jornal, cheio de vendidos em vez de verdadeiros jornalistas, até parece que somos governados por Elon Musk, Jeff Bezos ou Bill Gates, em vez de o sermos por Costa e um grupo ministerial de jotas e sociólogos, a esbanjarem os nossos impostos sem retorno. 

Precisamente por tanto esbanjamento socialista, Portugal, além dos enormes impostos sobre a sua desgraçada população, cada vez mais pobre e vítima de inflação, vive à custa do BCE, do euro e de esmolas de países ricos europeus para os desgraçados da Europa, a que os actuais socialistas socráticos eufemisticamente chamam de “bazucas”, para não se notar tanto que são uma espécie de sem-abrigo da Europa. O facto de estarmos no euro esconde, um pouco, o peso da inflação. Se tivéssemos dinheiro próprio ainda se veria melhor qual era o peso nas nossas vidas da inacção de muitos dos nossos jornalistas, que não põem uma questão digna desse nome aos governantes socialistas, socráticos, jotas, sociólogos, que em vez de gestores são mágicos que fazem prestidigitação com os nossos impostos. Desparece sempre o dinheiro e, segundo os jornais que os servem, em vez de coelhos, nas cartolas dos ministros jotas aparecem “slots” da TAP! 

A bem gerida “Ryanair”, por exemplo, em Março, já se precaveu contra o aumento dos combustíveis e comprou carburante para o próximo ano a bons preços, podendo assim praticar preços vantajosos de bilhetes e congelá-los. Graças à sua eficiência e boa gestão de custos, os portugueses e os turistas voam muito para Portugal. Podiam voar ainda mais se mais “slots” na Portela fossem para tais companhias tão bem geridas. 

Quanto à nossa TAP, contas muito por alto – que é impossível manter-nos a par de tudo o que deve a bancos portugueses, que o Fundo de Resolução poderá ter que pagar e de tudo o que os nossos governantes já lá meteram e planeiam meter mais antes do prometido, mas sempre um adiado lucro –, com mais cinco anos de governo PS, vamos chegar aos 10 mil milhões de dinheiro dos contribuintes. Nada do que se passa actualmente na TAP fica atrás do que se passou e do muito dinheiro público que se gastou com a PT, as PPPs rodoviárias, a EDP ou o BES.  No mínimo é incúria e imprevidência, continuadas há duas décadas na gestão dos dinheiros públicos. É uma nova festa socrática bilionária, pela mesma gente que tanto aplaudia Sócrates e agora se diz aldrabada. Sim, realmente as histórias que a mãe do homem era muito rica e conseguia converter casas modestíssimas no Cacém, na pior parte da linha de Sintra, em casas de luxo em Lisboa, na melhor parte da capital, eram muito credíveis e foi uma surpresa saberem que não existe alquimia nenhuma que transforme ferro em ouro. As histórias sobre os Pintos de Sousa, da Covilhã, (o verdadeiro apelido de José Sócrates, que até nesse aspecto era falso) terem imenso dinheiro em Angola e ainda guardado dos tempos do volfrâmio da Segunda Guerra Mundial eram também muito credíveis antes, quando convinham a tantos ministros actuais, que aplaudiam, esganiçados e inebriados, Sócrates de pé, mas agora dizem que foram aldrabados.

Uma boa aldraba têm em cima deles e bem aldrabados têm sido os portugueses mais idosos e menos instruídos, que são a grande base eleitoral do actual partido socialista socrático. São facilmente enganados por jornalistas facilmente vendidos aos charmes e ajudas financeiras de governantes socialistas, por sua vez também sempre dependentes de ajudas financeiras europeias. Pedintes estão bem para pedintes. Jornalistas serventes de socialistas estão bem para socialistas serventes de negócios ruinosos misturados com política. Entretanto, a dura realidade, de Verão para Verão, é que por cada bilião desperdiçado na TAP ou noutras áreas, os jovens muito instruídos vão saindo às muitas dezenas de milhares, apesar da ilusão financeira e política que os jornais propagandeiam sem cessar sobre o PS. ■