As dez ameaças que pairam sobre o mundo

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O terrorismo e ataques frutos de acções de pessoas com problemas mentais crescem em todo o mundo, provocando medo e tensão no dia a dia das famílias. Uma parcela da opinião pública vem se deixando impregnar pelo absurdo questionamento da acção policial, como no caso da execução do terrorista responsável pelos ataques em Londres. Mesmo sendo ele um ex-condenado por terrorismo e militância no movimento islâmico radical. 

2
A mudança do perfil da população europeia, base da civilização judaico-cristã no mundo, com a silenciosa invasão de “refugiados” do Oriente e da África, sobrecarregando serviços públicos, como saúde, e aumentando os índices de criminalidade urbana. Reflexos na tendência eleitoral de muitos países é uma realidade, da qual a Espanha é o maior exemplo. Breve vai entrar em crise.

3
O assustador crescimento demográfico das regiões mais pobres e incultas do mundo, gerando uma tensão social e económica e uma crise humanitária de difícil solução num mundo onde a tecnologia inibe a criação de oportunidades e já carrega uma oferta não atendida de empregos de baixa qualificação.

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A alta competição na oferta e nos preços agrícolas e na mão de obra de média qualificação gera desemprego em todo o mundo, especialmente no Ocidente, que enfrenta a concorrência de países como China, Tailândia, Malásia, Paquistão, Indonésia e até Índia, com salários baixos que afectam a concorrência. Na periferia dos grandes centros ocidentais vivem milhões de pessoas em situação de miséria. Algumas cidades já são inviáveis, como a Cidade do México, Nova Deli, Rio de Janeiro e Marselha, com índices de criminalidade acima da média. Todos com desemprego alto.

5
O domínio no meio editorial de um pensamento voltado para a negação dos valores tradicionais da família, da ética e da moral é evidente num simples olhar pelas livrarias dos grandes centros. E mais: a distorção da história travestida de um revisionismo negativo. O mundo cultural está impregnado de ideologia e de modismos. A safra actual de escritores, pintores e compositores é a mais pobre dos últimos séculos. Heróis nacionais passam a ser alvos de acusações as mais descabidas.

6
O entorpecimento do alto empresariado ocidental, hoje sob comando de tecnocratas sem compromisso com o capitalismo e sem o tino dos fundadores das grandes corporações. Herdeiros nem sempre à altura das responsabilidades. São executivos em busca de resultados para engordarem suas contas. Não possuem compromisso social e muito menos político com o sistema que garante a livre empresa. Muito comum o patrocínio cultural de grandes empresas para projetos socialistas ou marxistas.

7
No passado, os grandes empresários eram interlocutores de governantes para o trato de medidas de alto interesse nacional. Hoje, existe distância, quando não aproximação para troca de favores. Governantes autoritários sempre tiveram boa interlocução com os grandes empresários de seus países, como Ricardo Espírito Santo e Alfredo da Silva com Salazar, o banqueiro Juan March com Franco, Marcel Dassault com De Gaulle e ele mesmo deputado. Hoje, são os Bumlai, no Brasil, e os Santos Silva, em Portugal, envolvidos nas operações Lava-Jato e Marquês, respectivamente.

8
A divisão na Igreja Católica, com o Papa Francisco muito tolerante com a ala esquerda do clero, negligenciando até quanto à apresentação de religiosos com o sinal visível previsto no Código Canónico, recebendo lideranças envolvidas em casos públicos de corrupção. Nem uma palavra sobre os ataques às igrejas no Chile. No Brasil, entre os cristãos praticantes, os evangélicos já superam os católicos, incluindo grande quantidade de seitas criadas com flagrantes objetivos financeiros.

9
A fragilidade do sistema bancário diante do alto endividamento de países, empresas e mesmo dos consumidores dos principais mercados pode provocar uma perigosa crise nos mercados, muito mais grave nas suas consequências do que a de 1929, ocorrida nos EUA. Hoje, a crise é naturalmente sistémica pela interligação de mercados e países. O dinheiro não rende e o sigilo bancário é coisa do passado.

10
A falta de lideranças com sólido apoio popular para o uso racional da autoridade para conter os excessos, assumir o momento em que todos devem oferecer sangue, suor e lágrimas para a abertura de uma nova fase de prosperidade e felicidade, com base em valores consagrados, como indutores do progresso, da paz e da ordem. Políticos só pensam nas próximas eleições e não mais nas próximas gerações.

São ameaças graves a serem reconhecidas e enfrentadas. ■