O viés satânico das revoluções

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Alguns estudiosos católicos brasileiros, durante um retiro na última Semana Santa, no Rio Grande do Sul, ouviram a palestra de um religioso, cujo tema merece ser abordado e conhecido, por fazer sentido a interferência do maligno na história recente da humanidade, a partir da Revolução Francesa.

A tese do religioso é a de que, após a Inquisição, que foi uma mancha na história da cristandade – do catolicismo, em particular –, os maus espíritos vagaram pela terra até encontrarem em França, católica e de santos, inclusive um Rei, terreno fértil para se fazer presente. Foi a sangrenta revolução, da barbárie, do regicídio, da guilhotina. Movimento que fez despertar no mundo sentimentos de frustrações e ressentimentos, com subprodutos daqueles anos de terror. Sabe-se que a fé levou ao fim do regime, ao período napoleónico e a volta à normalidade com Luís XVIII. Mas a erva daninha ficou por lá, ao longo do século XIX, com muitas guerras.

Em meados do século, surgiu a ideologia do totalitarismo, da luta de classes, da pregação do ódio, pela pena de um homem controverso como ser humano, que foi Karl Marx. Ganhou adeptos, até chegar ao poder na Rússia e construir a URSS e espalhar pelo mundo a revolução da violência, do paganismo, da falta de liberdade e de miséria aos povos cativos. Foram 70 anos que custaram mais de uma centena de milhões de vidas em movimentos de pequena e média importância, como as matanças no Vietnam, Camboja, Laos, do maoísmo na China e de Estaline na própria URSS. Isto sem falar da falta de liberdade, de acesso aos avanços do mundo e as verdadeiras prisões em que se transformaram os países do leste europeu, de sociedades com forte formação religiosa, como a Hungria, a Polónia e outros. O advento de Hitler levou o mundo a conhecer o lado mais desumano do homem, quando uma sociedade culta, com fundamentos religiosos sólidos, se deixou levar por um verdadeiro monstro maligno, que hipnotizou parte do mundo, no inacreditável processo de eliminação de um povo já sofrido e ao qual a humanidade tanto devia.

Caiu o muro de Berlim, mas a presença do mal não acabou, deixou o fundamentalismo islâmico levando a violência e a barbárie a povos do oriente, desembocando de novo na Rússia, através deste personagem que é o presidente Putin, autor desta guerra que faz o mundo sofrer e indignar-se. 

Como prova da presença negativa de espíritos negativos, foi abordada a aparição de Fátima – e não visão, como até alguns dominados religiosos atribuem – pedindo para que se orasse pela conversão da Rússia, nas vésperas da tomada do poder pelos comunistas, inaugurando no século a violência covarde e cruel.

A tese do religioso faz todo sentido, partindo do facto inquestionável de que os regimes de fundo marxista, hoje presentes ostensiva ou veladamente no mundo, sempre estiveram ao lado da violência, do ódio, do ateísmo, das prisões arbitrárias, da destruição dos valores da civilização judaico-cristã, que tem base na família, no trabalho e nos dez mandamentos anotados por Moisés. E a presença totalitária, no domínio dos “media” em todo mundo, faz com que esta palestra tenha sido feita sob compromisso de sigilo sobre o autor, em cargo de direcção numa importante instituição de ensino. Uma tese, de um religioso, que já é defendida na semiclandestinidade.

Esse ódio está presente nos países ditos democráticos, em que se trocam os nomes de lugares públicos, proíbe-se falar em estadistas que cometeram o crime de combaterem – e vencerem a seu tempo – a implantação do comunismo nos seus países.

Na semana do 13 de Maio vamos rezar pela conversão da Rússia e dos seus adeptos por esse mundo, vestidos de outras nacionalidades. ■