Secretários de Estado da Propaganda no Interior

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Fala-se em “marketing político” como se fosse uma coisa importante e séria. Hoje em dia as imagens, os “sound bites” contam mais do que a verdadeira política. Desde o século XX que assim é, Salazar nunca poderia ter mais razão do que quando afirmou que “em política o que parece é”. No entanto, Salazar nunca governou para as aparências: fechado em S. Bento, lia, informava-se, estudava profundamente os assuntos, aprofundava com leituras extensas os factos da geopolítica internacional. Salazar era um estadista, mas antes de ser um estadista era um homem feito. 

Na política actual os homens que governam nunca deixaram de ser miúdos, garotos das juventudes partidárias, são uma espécie de adolescentes a brincar à política. Isto acontece não só em Portugal como em quase todo o mundo, com excepção, talvez, da Rússia, da China, de Cuba e com a honrosa excepção da Alemanha, em que uma mulher madura governa, com seriedade, mas sem rasgo, um país que se desloca por força da inércia da sua organização na prosperidade económica. Nem a Inglaterra de escapa; a uma tonta, May, sucedeu um tonto, Boris Johnson, um rapaz traquinas que nunca cresceu. Se olharmos para os Estados Unidos da América até mete dó, ver um rapaz mimado e autocentrado a governar a maior potência militar do planeta.

O caso de Portugal é paradigmático. Desde há quase cinquenta anos são rapazolas que nunca fizeram nada na vida, e que nunca passaram à verdadeira idade adulta, que governam o país. Lembro Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates, Pedro Passos Coelho e agora António Costa, os mais recentes. Todos eles revelaram uma profunda dose de imaturidade. 

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