Por muito que se repita até à exaustão que dos resultados das autárquicas nada se possa extrapolar para futuras eleições legislativas, o certo é que os partidos investem em grande e olham para o sufrágio do próximo 1 de Outubro como se fosse uma espécie de Natal antecipado. Um Natal que vão repartir com muitas candidaturas independentes – mais ou menos genuínas – numa altura em que a população exige cada vez mais aos seus autarcas. Nessa medida, independentemente dos partidos existem personalidades que só por si ganham Câmaras ou Juntas de Freguesia. Verdadeiramente importantes para os partidos parlamentares mais pequenos (neste caso leia-se CDS e PCP, uma vez que o Bloco de Esquerda não tem implantação municipal e o PAN só arrisca nas grandes autarquias ou em casos muito pontuais), as autárquicas são vividas de forma intensa também pelo PSD e PS, os dois partidos-âncora das soluções de Governo.

PSD: são eleições estanques

Para o PSD, a doutrina em matéria de autárquicas é – desde sempre – que são eleições estanques face a outras. Assim, em 2017 o PSD espera recuperar algumas das autarquias perdidas em 2013, quando o Governo PSD/CDS-PP tinha sido forçado a aplicar um programa de forte austeridade, depois de o PS ter levado o País à bancarrota. Os eleitores em 2013 estavam zangados com o PSD e o CDS-PP e aproveitaram estas autárquicas para puni-los nas urnas.

No discurso oficial do PSD, ninguém fala em metas. As contas vão fazer-se no dia 1 de Outubro, e há quem antecipe algumas surpresas positivas mas sem se querer comprometer.

O líder do partido está na estrada desde a ‘rentrée’ e vai continuar a dar todo o apoio possível aos candidatos a autarcas.

Globalmente, o partido investe muito nestas autárquicas.

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