A proposta do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de criação do cargo de ministro europeu da Economia e Finanças dividiu por completo a geringonça, deixando o PS isolado na sua visão europeísta que PCP e Bloco rejeitam.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou que a ideia avançada pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, sobre a fusão dos postos de comissário europeu dos Assuntos Económicos e de presidente do Eurogrupo, juntando-os num só cargo de ministro europeu da Economia e Finanças, é positiva.

Augusto Santos Silva defendeu de imediato que a proposta “vem no sentido do que já tem sido defendido por Portugal; o que já existe hoje na política externa da União, uma alta representante que fala em nosso nome, a nossa ministra dos Negócios Estrangeiros, digamos, e que é também vice-presidente da Comissão Europeia, provou bem na frente externa e pode provar bem na frente financeira e orçamental”.

Mas a proposta está longe de ser consensual à esquerda. Do lado do PCP, a rejeição foi total. Jerónimo de Sousa considerou mesmo “profundamente inquietante” para Portugal a proposta do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, de criação de um ministro europeu da Economia e Finanças.

“É uma questão profundamente inquietante perder mais uma fatia da nossa soberania económica e monetária”, afirmou o líder comunista sobre a proposta avançada por Juncker e que passa pela fusão dos postos de comissário europeu dos Assuntos Económicos e de presidente do Eurogrupo.

Uma posição do PCP que vem na linha de contestação da própria presença de Portugal no Euro, uma medida que os comunistas sempre rejeitaram por razões ideológicas.

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