A campanha contra a indústria da celulose em Vila Velha de Ródão está baseada numa mentira: provou-se agora que a morte dos peixes que apareceram a boiar a juzante ficou a dever-se a outras causas. Mas a calúnia ficou… 

Tratou-se, e trata-se ainda, de uma verdadeira cabala: uma campanha de divulgação de mentiras, manipulações e preconceitos que trouxe à superfície o ódio da extrema-esquerda a tudo o que signifique sucesso empresarial.

Começou, insidiosamente, por umas fotografias (cuja autenticidade, data e local nunca ninguém investigou ou certificou) divulgadas na internet por “mão amiga”. Essas imagens mostravam, aparentemente, águas contaminadas, flora afectada e fauna devastada no curso do Tejo próximo de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco.

Daí a saltar-se para a conclusão condenatória foi um pequeno passo: a “culpada” só podia ser a indústria da celulose instalada no perímetro de Vila Velha, que assim “andava a matar a riqueza natural” com as suas descargas “altamente poluentes”.

Aparentemente, a alegação fazia algum sentido e “passava bem” nas redes sociais: ninguém iria imaginar que a acusação era feita com a maior ligeireza, sem bases concretas, assente apenas no “parece que”. Politicamente, até dava jeito: a extrema-esquerda não gosta de empresas de sucesso, e gosta ainda menos quando essas empresas têm uma gestão moderna e mostram ter preocupações sociais e ambientais.

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  • Jose Guilherme Claudio Luis
  • Jaime Macedo

    Os problemas ambientais têm cor partidária? Não foram apenas fotos não autenticadas que apareceram nas redes sociais. Apareceram reportagens televisivas sobre o mesmo assunto e o que se via e vê é água preta e peixes mortos junto das zonas de descargas das celuloses. Fazer dinheiro para alguns à custa da qualidade do ambiente para todos não me parece um negócio de sucesso. Trump apoiaria o vosso artigo…