É amanhã, dia 24, apresentado em Lisboa o livro “Refugiados de Moçambique”, da autoria do nosso colaborador Nuno Alves Caetano – uma denúncia, sem tabus ou censuras, do infame processo de entrega de Moçambique a uma falsa “independência” de terror e ódio. A apresentação, que decorrerá no Palácio da Independência, ao Largo de São Domingos, em Lisboa, pelas 18 horas, estará a cargo do Professor Doutor Adriano Moreira, antigo Ministro do Ultramar, que também assina o prefácio. Por gentileza do autor, O DIABO publica hoje algumas passagens mais marcantes de uma obra de vital importância para que se possa construir, finalmente, a verdade histórica da chamada “descolonização exemplar”. Uma das páginas mais negras da História de Portugal.

Imediatamente após a Revolução do 25 de Abril de 1974, as autoridades portuguesas, nomeadamente através do então Presidente da República, General Spínola, do Primeiro-Ministro, Prof. Palma Carlos, e da Junta de Salvação Nacional, garantiram ao povo moçambicano uma transição pacífica com vista à realização de um referendo, a levar a cabo dentro de um ano, cabendo a decisão sobre o futuro de Moçambique à vontade de todos os moçambicanos, independentemente da sua raça ou credo, permitindo a fundação de partidos e movimentos políticos. Simultaneamente eram dadas garantias de protecção da vida das pessoas e seus bens, em total segurança.

Promessas e garantias vãs, como em breve se veria.

Subitamente, por influência do Movimento das Forças Armadas (MFA), surge uma ordem para todos os brancos entregarem as suas armas, fossem de caça ou de defesa pessoal, com penas pesadas para quem não cumprisse, deixando-os indefesos perante a escalada de violência, sobretudo àqueles que viviam em fazendas isoladas.

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