O domínio que a frente de esquerda tem do aparelho do Estado está a manifestar-se numa guerra silenciosa contra os “capitalistas” do sector privado. Em Portugal, fazer lucro tornou-se um crime – e a geringonça quer castigar os “criminosos”, tal como aconteceu no PREC de má memória.

Foram as empresas portuguesas, não o Governo (e muito menos o Governo de Costa) quem salvou a economia nacional de um descalabro como aconteceu na Grécia. Mas em Portugal, graças à ambição desmesurada do actual primeiro-ministro, o poder legislativo está nas mãos de radicais de esquerda, e a sua prioridade é declarar guerra ao “grande capital”. Algures, Vasco Gonçalves está a sorrir.

Esta guerra, contrariamente ao que aconteceu durante o folclórico PREC, é quase silenciosa. Mas os pequenos insultos e injúrias da parte da geringonça contra o sector privado são constantes.

A derrapagem para o marxismo começou quando, a mando do PCP e do BE, o Governo socialista virou as costas à concertação social, uma instituição que o PS historicamente respeitou e ajudou a formar. Tornou-se comum na era da geringonça o primeiro-ministro fazer promessas aos empresários que depois simplesmente não cumpre. “O Governo tem vindo a falhar nos compromissos que celebra connosco”, desabafou António Saraiva, líder da CIP, no dia 24 de Abril.

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